Há muito que deixei de ter tempo para aqui deixar todos os vinhos que bebo. Também noto que, salvo raras excepções, pouco aqui vou deixando de mim. Posto isto, a coisa do enodiário, parece-me, falhou.Este foi dos fotografados e anotados, para publicar, na verdade, ainda antes de aberto. Escuro, quase retinto. A fruta negra, densa, séria, quase sisuda, tingida por quantidades apreciáveis de madeira que, pelo menos na altura, pareceu-me, existia como que sem fim: nem solta, nem a mascarar, compor ou dominar. Mascarar, compor, dominar o quê? Estava, apenas, e como tal fazia-se notar.
Segundo dia: dark character. Mais redondo, os 15% de álcool melhor integrados. Tudo muito vinho, vinho que ao invés de remeter de imediato para aquilo que poderia ter feito lembrar, simplesmente pareceu cheirar e saber a vinho. Lá bem no fundo, que mais se lhe havia de pedir?
E apesar de, objectivamente, nem fruta nem madeira, flores, especiarias, farmácia, terra ou álcool, juraria que mostrou um pouco de cada. Nada sobressaiu, contudo — nem mesmo a falta. No fim, talvez a palavra para o definir seja coeso. E talvez mais importante, agradável.
Que me esquecia: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. (E Jaen?) O contra-rótulo di-lo engarrafado na Quinta por J.C. Gouveia, Oliveira de Barreiros, Viseu — produtor que por sinal tem presença na web, aqui.
10€.
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