Esmero, de Rui Xavier Soares. As vinhas, implantadas em socalcos de xisto, têm aproximadamente 80 anos de idade, com várias castas misturadas (Malvasia Preta, Tinta da Barca e Rufete são alguns dos nomes adiantados pelo produtor). As uvas, pisadas a pé, fermantaram e maceraram em lagares durante uma semana, tendo o vinho resultante estagiado dezoito meses em madeira nova e usada. Encheram-se 3800 garrafas, não numeradas.Arejei-o em decantador aproximadamente meia hora antes de o trazer para a mesa. Matagal, alcaçuz e muita groselha. Também balsâmico e vagamente etéreo, com toque fumado e de armário de remédios, este é um vinho grande, entroncado, de taninos robustos que já vão reflectindo a acção refinadora do tempo. O final, bastante longo. Enfim, seis anos de bom e típico "vinhas velhas" duriense da new skool, eventualmente capaz de durar outro tanto, desde que bem guardado.
16€.
16,5
