Sem data, no verso da capa de um livro.
dourado, o tom eléctrico do nosso amanhecer às portas da cidade que nos viu nascer, crescer, fugir
fugir, correr —
parados sob as árvores, ramagens negras soerguidas ao céu, como garras ressequidas
correr —
amanhecer ar e luz numa estradinha dos arredores, ao princípio da alvorada, ainda as luzes da cidade sobre o largo fundo negro
negro dos montes onde nos perdemos.
amanhecer ar e luz num pequeno cemitério de aldeia, assistir de perto ao desmembrar das trevas, o seu ronco de morte dissipado na claridade fria
depois das luzes da via rápida, para lá das casas, hortas, pinhais
por entre os montes, azul disperso —
cinzento, dourado.
fugir, correr —
parados sob as árvores, ramagens negras soerguidas ao céu, como garras ressequidas
correr —
amanhecer ar e luz numa estradinha dos arredores, ao princípio da alvorada, ainda as luzes da cidade sobre o largo fundo negro
negro dos montes onde nos perdemos.
amanhecer ar e luz num pequeno cemitério de aldeia, assistir de perto ao desmembrar das trevas, o seu ronco de morte dissipado na claridade fria
depois das luzes da via rápida, para lá das casas, hortas, pinhais
por entre os montes, azul disperso —
cinzento, dourado.
