Alentejano de Estremoz, composto por 60% de Aragonês, 15% de Trincadeira, 15% de Alicante Bouschet e 10% de Cabernet Sauvignon. Durante seis meses, 40% do lote estagiou em barricas de carvalho francês de terceiro ano.Popped & poured, a acompanhar bôla de carnes frias e outras mastigações ligeiras, mostrou-se quente e macio, com boas notas de barrica.
Vinho de terra quente com a fruta sempre em primeiro plano, não me quis parecer, no entanto, nem uma bomba de álcool, nem um aborrecido frasco de compota sob disfarce.
Nota também francamente positiva para o seu sabor redondo, francamente especiado, aconchegante, que termina com razoável persistência.
Tendo sobrado para o jantar do dia seguinte, perna de peru assada a baixa temperatura, pela qual esperou na porta do frigorífico, vedado pela própria rolha voltada ao contrário, encontrei-o mais ou menos na mesma — primeiro, generosa amora silvestre e figo, depois, baunilha e o já mencionado perfume de madeira. A dada altura, começou a fazer lembrar azeitona preta.
7€.
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