sábado, 30 de setembro de 2017

Gautherot — Grande Réserve, Brut

Este foi tomado em casa do vizinho. Acompanhou passas e nozes.

Dourado claro.
Limonados e maçã madura, massa de pão, ameixa branca.
Leve, de bolha fina e mousse rica, cremosa.
Sem ser um monstro de complexidade, sem ser, aliás, um monstro do que quer que seja, mostrou-se intenso e equilibrado q.b.

75% Pinot Noir, 20% Chardonnay e 5% Pinot Blanc. O produtor diz que para este apenas foram usados os primeiros mostos procedentes do prensado, tendo o resultado amadurecido "mais de 30 meses" em cave.

Bonito, bonito! :)

18€.

16,5

domingo, 24 de setembro de 2017

Quinta do Vallado — Reserva '2010

Do contra-rótulo: "Este vinho é proveniente de vinhas velhas, com mais de 80 anos. Foi engarrafado após um estágio de 17 meses em meias pipas de carvalho francês".

Fruta e especiarias — ameixa, cereja, bagas, esteva, flores, químico, terra, chocolate, pele, café e podia continuar, mas estaria a repetir-me, a ser cansativo.

Enfim, um conjunto muito típico do Douro. Concentrado, cheio de puf, mas elegante também.

Como aquelas gajas grandes que não são trambolhos; não me ocorre melhor imagem.

E como tantas delas, mais que palatável, interessante. Mas sem conseguir plenamente o passo seguinte: excitar.

30€.

17

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Vale do Lacrau — Sauvignon Blanc '2014

Vinho de mesa, consta que do Douro. Do produtor, que não o menciona no seu sítio da internet, já por aqui passou este tinto.

12,5% de teor alcoólico; não aparenta ter passado por madeira.

Cheiro fiel à casta, com mais flores que verde.

Também algumas coisas menos usuais, mas não estranhas: toranja, carambola, espargo.

Peso entre o ligeiro e o mediano, ainda bom "punch" de acidez, final curto/médio, com travo ligeiramente amargo.

Pequeno e de 2014, mas ainda porreiro.

5€.

15

sábado, 9 de setembro de 2017

Montes Ermos — Códega do Larinho '2015

Montes Ermos é uma marca da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta e este o seu monocasta de Códega do Larinho.

O nome evoca a Capela de Nossa Senhora dos Montes Ermos, sita no cume do Monte de S. Brás, mais conhecido por Cabecinho, um pouco a Norte da localidade.

Unoaked. Simples, mas limpo e extremamente fresco. Com quase dois anos, traz citrinos com toque de maracujá, flores brancas, mineral indistinto.

Seco e acídulo, pode não ser muito "grande": muito amplo, denso ou persistente, mas carácter é coisa que não lhe falta e ele não se acanha na hora de o mostrar . . .

. . . desde que se lhe mantenha a temperatura baixa. Porque com o calor ele tropicaliza-se e perde acutilância e interesse também.

6€.

16

domingo, 3 de setembro de 2017

Pierre Chanau — Margaux '2012

"Chanau" é anagrama de "Auchan" e "Pierre Chanau" é a marca do distribuidor Auchan e este é, enfim, o Margaux do Jumbo. Se o nome está bem esgalhado? Penso que as opiniões a esse respeito poderão divergir, mas essa é uma questão pouco interessante.

Adiante, ao tinto. O rótulo di-lo engarrafado pela Maison Ginestet de Carignan-de-Bordeaux. Négociant relevante. O ano não foi fácil em Bordéus — e se este retrato não foi focado na gama baixa, existem verdades transversais que são fáceis de entender.

As castas, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot; quanto ao estágio, não sei nem percebo o suficiente para mandar um bitaite.

De cor escura e presença macia, com ligeira evolução, especiado que não sei se veio das uvas se da barrica, achei-o, numa palavra, decente. Alguma fruta: amora, groselha, o conjunto é ao mesmo tempo genérico e característico o suficiente para parecer parvo abordar assim a questão . . . algum verdor, alguma estrutura também . . . é redondo, equilibrado, a beirar o elegante (Bordéus de merda há, mas será que existe Margaux de merda?)

Alguma . . . identidade regional.

Não sendo nenhuma bomba, e não poderia sê-lo, para acabar vendido sob a marca de um distribuidor, é um vinho básico, mas que não envergonha. Pelo contrário, é agradável e interessante, uma óptima maneira de o curioso que ainda não se entranhou demasiado nestas coisas do vinho abordar pela primeira vez uma das denominações de origem mais exclusivas do mundo.

14€.

16