
"Chanau" é anagrama de "Auchan" e "Pierre Chanau" é a marca do distribuidor Auchan e este é, enfim, o Margaux do Jumbo. Se o nome está bem esgalhado? Penso que as opiniões a esse respeito poderão divergir, mas essa é uma questão pouco interessante.
Adiante, ao tinto. O rótulo di-lo engarrafado pela
Maison Ginestet de Carignan-de-Bordeaux.
Négociant relevante. O ano não foi fácil em Bordéus — e se
este retrato não foi focado na gama baixa, existem verdades transversais que são fáceis de entender.
As castas, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot; quanto ao estágio, não sei nem percebo o suficiente para mandar um bitaite.
De cor escura e presença macia, com ligeira evolução, especiado que não sei se veio das uvas se da barrica, achei-o, numa palavra, decente. Alguma fruta: amora, groselha, o conjunto é ao mesmo tempo genérico e característico o suficiente para parecer parvo abordar assim a questão . . . algum verdor, alguma estrutura também . . . é redondo, equilibrado, a beirar o elegante (Bordéus de merda há, mas será que existe Margaux de merda?)
Alguma . . . identidade regional.
Não sendo nenhuma bomba, e não poderia sê-lo, para acabar vendido sob a marca de um distribuidor, é um vinho básico, mas que não envergonha. Pelo contrário, é agradável e interessante, uma óptima maneira de o curioso que ainda não se entranhou demasiado nestas coisas do vinho abordar pela primeira vez uma das denominações de origem mais exclusivas do mundo.
14€.
16