E ao segundo dia, o segundo post. Vinho. A partir de agora, espero que numa toada mais pessoal. Pensei no que andava a fazer e concluí que, quase de certeza por preguiça, tendo atinado, a dada altura, com um modelo de post que me pareceu satisfatório, tratei de nele enfiar vinhos atrás de vinhos, momentos atrás de momentos, como quem enche chouriços. Chouriços de diversos tipos de carne, com vários temperos diferentes, mas, ainda assim, chouriços. Seria, então, bom dizer que se acabou a obrigatoriedade da lengalenga introdutória?
Composição. Tema: O Quinta de Não Sei das Quantas, Colheita de Tal e Tal.
Depois, uma série de dados, mais ou menos enciclopédicos, sobre a terra e o tempo, a empresa e os homens. Mas que parcelas e, quando presentes, o que significam os seus nomes? E os homens! Como se os conhecêssemos. Por fim, que tal pareceu o dito vinho. Destrinçado ou pretensamente destrinçado de forma categórica. Como se as informações das notas de imprensa fossem reflexo de um pequeno, mas muito justo, deus de certezas. Como se eu realmente soubesse. Nah. Não e não. Não está bem. Não existe necessidade. Então chega.
Mas as imagens encostadas à esquerda e dimensionadas a 40% da largura da página, poderiam ir? Ou o formato tru-lu-lu? Ou o numerozinho da qualidade e tudo o que se encontra por detrás dele? Era bom, quem sabe, que me fosse mais fácil deixar para trás certas amarras, mas estas coisas pedem tempo. Em todo o caso, o puto é hoje um fantasma ignorado, ainda mais do que quando estrebuchava com relativa frequência. Então, sem forçar, vamos ver.
O vinho do post. Enviado pelo produtor para prova. Agradecido. Um Verde de João Portugal Ramos: 85% Loureiro, do Lima, e Alvarinho. Sem madeira. A cor é a que se pode ver na fotografia, tirada contra fundo branco, com luz natural. O cheiro fez-me lembrar, assim do nada, o jardim botânico de Coria, com o perfume, vago, de muitas flores misturadas, citrinos e o toque de louro que tantas vezes se associa à casta, ou pelo menos algo verde, arborizado. Na boca, vigor e persistência "médios". A frescura satisfaz, mas o toque surge mais redondo, menos crocante, do que aquilo que o nariz fazia adivinhar. Talvez deva ser bebido agora, o mais jovem possível.
PVP recomendado: 3,99€.
15
