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domingo, 8 de novembro de 2009

Pingo Doce — Palmela Reserva '2007

Outra meia desilusão. Meia porque já o de 2006 não me tinha agradado muito, principalmente por ser tão alcoólico... Enfim. Como esse, trata-se de um monocasta Castelão da Casa Ermelinda Freitas. Algo carregado na cor. Mas de aroma muito mais fiel à casta — o '2006 pareceu-me um bocado atípico. Pena que, na boca, se o outro pecava por excesso, com um álcool que tapava tudo, este peca por certo vazio de sabor: a fruta surge como que esmaecida. Também de equilíbrio podia ser melhor, muito ácido e áspero para a profundidade que tem.

3€.

13,5

domingo, 1 de novembro de 2009

Krohn — (Porto) Senador

Da Wiese & Krohn.

Tawny escuro. Cheiro de intensidade discreta e muito simples, a passas açucaradas, com toques de anis e funcho. E queijo. Bafientas notas de queijo, nada agradáveis. Quase plano na boca, pobrezinho, com sabor a passas pouco doces. Para cúmulo, não consegui deixar de achá-lo de carácter um tanto indistinto, já que se trata de um tawny fraco que podia ser mais diferente de um ruby fraco.

5€.

13

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vidigal — Syrah «Reserva» '2004

Varietal Syrah da Estremadura, produzido pelas Caves Vidigal. O contra-rótulo é pura e simplesmente delirante; não resisto a reproduzi-lo na íntegra e fielmente.

«O "Vidigal", que tanta fama e prestígio alcançou na Escandinávia vai agora tentar conquistar o consumidor português, tradicionalmente dividido entre o popular e o snobe. O Vidigal não é uma coisa nem outra. É um vinho de qualidade a baixo-preço; barato e bom não só é possível mas desejável. O preço não segue o prestígio nem a qualidade, como o cão segue o cego! Não fazemos isto por bondade nem ingenuidade. É a nossa estratégia, "vender o melhor vinho possível, ao mais baixo preço possível", acreditando que mais tarde ou mais cedo o consumidor atento o descubra sem grande alarido nem despesa promocional da nossa parte. Este Syrah vai surpreende-lo e pode estar descansado que temos muito. Não somos daqueles que fazem boa figura com microvinificações em quantidades ridículas. Beba com moderação. Os 14% de álcool sobem-lhe facilmente à cabeça.

With this Syrah, our well-known Vidigal, betrays its original fidelity to a national multivarietal blend. By taking a step more on its internationalization, Vidigal embraces the globalized Syrah. Many people maintain that Portuguese wine producers should not work with foreign varietals. Well we are of the opinion that there are no such things as foreign varietals; there are no foreigners at all. We are all "nationals", we are all born "Here", in the same Hearth... somewhere in the neighbourhood. We know that it's a very simplistic and vague statement that while lacking accuracy has the virtue of being pacifist and antecipates the future. Invite Vidigal Syrah to your table. It's a good choice. A modest consumption of red wine is supposed to be healthy but drink moderately. Your friends, family and your health thank you. You will only disappoint the undertaker and your possible enemies. Be wise.»

Frutado, mas não doce. Levemente especiado. Saboroso, mas um tanto curto e magro de corpo, com o álcool a fazer-se notar em demasia. Não digo que não seja um vinho aceitável para um consumo quotidiano, mas duvido que venha a incluí-lo no meu. É que gosto de Syrahs gordos e opulentos... e deste, o que melhor retive como referência para memória futura foi que me pareceu, sei lá, aguado. Custou à volta de 3€. 13,5

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Casa de Sarmento — Grande Escolha (Bairrada) '2004

Do rótulo:

«Vinho produzido na região da Bairrada a partir das castas melhor conseguidas em cada colheita. Este vinho só é engarrafado nos anos em que os padrões de qualidade o justificam».

Granada. Aroma simples, repleto de sinais da presença de Baga. . . flores, fruta vermelha muito doce . . . e de evolução . . . algum mofo, madeira queimada, traços de cabedal velho. . . Oh, esperava mais. Na boca, de sabor curto e um tanto «quadrado», notei-lhe a acidez já domada e taninos ásperos, um pouco amargos no final. Este «Grande Escolha» tem apenas cinco anos, mas aparenta estar a morrer.

Custou 7€.

13

sábado, 15 de agosto de 2009

Foral D. Henrique (Tinto) '2006

Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro e Tinta Roriz. 12,5% vol.. Ligeiro, curto e directo. Fruto vermelho discreto, suaves aromas lácteos e acidez. Com o mesmo travo evocador de maçã ácida à mistura com melaço torrado e essência de teribintina que encontrei no branco. Mas que aqui surgiu como elemento estranho que nada trouxe ao conjunto, pelo contrário. Vivo ao segundo dia, mas nem por isso melhor. Desagradável.

2€.

12

Foral D. Henrique (Branco) '2007

Dão (DOC) da Adega Cooperativa de Mangualde. Encruzado, Cercial, Malvasia Fina e Bical. Cristalino e muito clarinho no copo. Levantado algum bafio inicial, revelou um intenso aroma a maçã reineta misturada com melaço, porventura torrado, e alguma forma de químico pungente, a fazer lembrar essência de teribintina. Também pêssego, melão e ligeiro floral que não consegui diferenciar. Sabor na linha do nariz, intenso e com o álcool surpreendentemente bem integrado. Apesar de um relativo excesso de acidez que, de todo, não se pôde ignorar, este vinho acabou por se revelar bebível e — surpresa?! — até agradável. Isto apesar de toda aquela simplicidade um pouco acerba, assente numa estrutura negligenciável, de fraca persistência. Considerando que custou apenas 1,50€, há que apontar-lhe uma RQP louvável!

13,5

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Quinta do Côro — Reserva '2005

Vinho Regional Ribatejano produzido pela Sociedade Agro-Alimentar da Mascata — Sardoal. Nariz de fruta em passa, marcado pela madeira, com sugestões de seivas e aromas de torrefacção. Talvez também com toques de pimenta preta, mas nada vincado, nada bem definido. Perdeu com o arejamento, já que com ele despontaram aromas menos bonitos de cacau em bruto e bolor de queijo azul, que pioraram — e muito — a degustação. Boca regular, razoavelmente equilibrada, sem grande final.

Custou pouco menos de 4€.

13

sábado, 13 de junho de 2009

Reguengos '2007

À semelhança do anterior, trata-se de um Alentejano «económico», de pretensões simples. Foi elaborado pela CARMIM com base nas castas Aragonês, Trincadeira e Castelão. Nariz simples, suave, muito frutado mas apenas moderadamente maduro. Frutos vermelhos com ligeira compota, álcool e algum vegetal seco. Ligeiramente vinoso quando aberto, despontou-lhe um pouco de cacau com o arejamento. Boca macia, quase plana, com boa fluidez, mas de estrutura, por assim dizer, insignificante. Algum desenquadramento alcólico... Final curto. Bebível, mas muito longe de se poder considerar minimamente interessante.

2€.

13

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Amo-te — Reserva '2005

Produzido na Quinta de Catralvos, Azeitão, este vinho nada tem a ver com o outro «Amo-te», recentemente provado. Ficha técnica, aqui. Fruto vermelho pouco concentrado e de doçura discreta, envolto em levíssimo floral, sobre fundo amadeirado, com sugestões de tosta e café. Boca macia, mas sem grande estrutura, a amargar um pouco no final. Terá sido melhor em novo.

5€.

13,5

terça-feira, 5 de maio de 2009

Touriz '1999

Touriz — Touriga + Roriz — a palavra-blend está na moda. O nome define o produto — lote de Tourigas — Nacional e Francesa — e Tinta Roriz. Da Estremadura, produzido pela Casa Santos Lima.

Cor granada e nariz bastante intenso, repleto de sinais de evolução. Bouquet razoavelmente amplo, dominado por aromas a amoras e ameixas muito maduras, à mistura com sugestões compotadas e de passas, tabaco, fumo de mato seco e azinho, licor de café e anis. Infelizmente, também algumas sugestões (ainda bem que suaves) da presença de etanotiol e escatol — o primeiro a trazer notas de gás combustível, alcatrão e couves pouco frescas; o segundo... Na boca encontrei-o morno, um pouco chocho, e muito taninoso. Mas também de sabor agradável e persistente, a fruta amadeirada, com café e fumo no final.

Resumindo: este vinho — muito mais interessante no nariz que na boca — apesar de alguns bons apontamentos, é perfeitamente vulgar e não vai melhorar com a idade — estou fortemente convencido de que terá, aliás, começado já o caminho descendente. Bebeu-se e não ofendeu — tinha-o comprado por mera curiosidade, as expectativas eram baixas — mas, sinceramente, não penso repetir. Pelo menos, não esta colheita.

7€.

13

quinta-feira, 26 de março de 2009

Finca Flichman "Misterio" Shiraz '2006

Talvez a boa surpresa que constituíram os primeiros vinhos que abrimos tenha contribuído para a meia desilusão que representou o que se lhes seguiu, este Argentino de Mendoza produzido numa quinta — que, aliás, é o que a palavra finca significa — pertencente à nossa Sogrape — Varietal Syrah estagiado quatro meses em carvalho, de nariz um tanto indefinido, quente — Fruta madurona e compotada, pouco nítida — Muito ruído — Vegetal seco, legumes, especiarias e ligeira pungência animal — Conjunto até cheiinho, mas pouco apelativo — Na boca, macio, macio de mais, molengo — Chocho — A recordar um pouco aqueles alentejanos de gama baixa que logo ao primeiro contacto mostram todo o pouco que têm para dar — 6€ — 13

segunda-feira, 23 de março de 2009

Encosta de Mouros — Garrafeira '1999

Garrafa nº 55787 de 59997 produzidas pela Adega Cooperativa da Mealhada, apenas a partir de uvas da casta Baga. Nada consegui apurar relativamente ao estágio a que terá sido sujeito. Tem 13% de volume alcoólico.

No copo, a cor granada (a acastanhar) de concentração ligeira a mediana surgia com ligeira turbidez, indicando o vinho poder já estar em declínio.

No nariz, aquilo que se me afigurou como uma delgada película de flores e fruta muito transformada abria o caminho para sugestões doces de caramelo, xaropes de açúcar e malte, massas de bolos em cru e um pouco de cabedal. Em suma, bouquet suave e pouco amplo.

Na boca, discreta de dimensões e persistência, quase despojada de fruta e com um piquinho acídulo um pouco irritante, os sinais de velhice excessiva eram mais evidentes. Por fim, há que salientar que, talvez curiosamente, os taninos deste vinho nunca arredondaram por completo...

Gosto muito da Bairrada e sou fã da casta Baga e dos longevos vinhos em que por vezes se converte, mas este exemplar não me convenceu. Acontece!

Custou 5€.

12

segunda-feira, 9 de março de 2009

SOVIBOR — Reserva '2006

Alentejano DOC da Sociedade de Vinhos de Borba. Aragonês, Trincadeira e Castelão. Cor rubi intensa. Aroma simples, quase plano: frutos negros muito maduros, frutos negros meio compotados, frutos negros em álcool — e álcool. Corpo em consonância com o nariz: curto, a dar para o delgado, quente, macio, com 13,5% vol. estranhamente agressivos. E é pena, até porque a fruta que mostra é saborosa.

Custou mais ou menos 3,50€.

13

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Monte da Casta '2006

Vinho Regional Ribatejano produzido pela Quinta da Lagoalva. Feito à base de Castelão e Touriga Nacional, passou 2 meses em barrica. Cor avermelhada, viva mas não muito escura. No nariz, tem a doçura cálida do Castelão e algumas flores bravas da Touriga Nacional. Na boca é macio e pouco ácido. Ligeirinho. Também não se lhe nota demasiado o álcool. Mas tão doce! E linear. Tornou-se chato incrivelmente depressa.

3€.

13

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Evel '2005

Douro DOC da Real Companhia Velha. Rubi escurinho. Aromas simples e discretos. Travo de ginja em álcool; corpo estreito, taninos farinhentos, fraca persistência.

3,80€.

13

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Vale do Rico Homem '2007

Vinho Regional Alentejano produzido no Monte dos Perdigões em exclusivo para o grupo Jerónimo Martins, com uvas provenientes da vinha do Vale do Rico Homem, onde estão plantadas as castas Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Syrah, Tinta Caiada, Touriga Nacional, Aragonês e Petit Verdot.

Cor violácea. Aroma simples, fresco, jovem e bastante discreto — mato fresco, flores silvestres, árvores e frutos vermelhos ao natural.

Sabor coerente com as impressões do nariz. Corpo ligeiro, de estrutura suave. Acidez refrescante, taninos um pouco secos e álcool ligeiramente desenquadrado. Termina curto.

Nariz tímido e corpo com arestas. Nota-se franco, mas não consegui achá-lo interessante.

Custou quase 3,50€.

13,5

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Quinta do Monte Bravo — Colheita Seleccionada '2000

Douro DOC. O rótulo diz-nos que "foi obtido a partir das melhores uvas das quatro propriedades do produtor — Quinta do Monte Bravo, Quinta da Teixeira, Cerca do Casal e Quinta do Rabaçal —, predominando as castas Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Barroca, vinificadas no moderno Centro de Vinificação da Quinta que lhe dá nome e posteriormente estagiado em barricas novas de carvalho".

Assim que tirei a cápsula, uma primeira surpresa desagradável: então não é que esta garrafa, vendida dentro de uma caixa de cartão toda catita, com rótulo de papel espesso, de grão grosso, caro, com direito a tinta de ouro, tanta tinta de ouro...

... estava vedada com uma rolha sintética?!

Mal por mal, tivesse tampa de rosca. Ainda assim — e mesmo tendo presente certa garrafa de "Vinha do Tanque", da Casa Castelinho, vedada com uma rolha deste mesmo tipo, e que terá sido, provavelmente, o pior vinho que alguma vez tentei beber — dei o benefício da dúvida ao líquido e dispus-me a prová-lo. Podia ser que fosse bom, e aí teria de ser eu a reformular certas ideias.

Após breve decantação, reparei que o vinho estava límpido e possuía uma bonita cor granada, até algo intensa.

Depois, no nariz, cheio de aromas terciários, muito cabedal, como que a servir de ligação entre alguma fruta completamente transformada — aguardente de ginja, velha — e um intenso aroma pungente, volátil, a evocar queijo Roquefort. Lá no fundo, notas empireumáticas que acabei por achar pouco interessantes, sobretudo por não me parecer que conseguissem trazer mais riqueza (= interesse) ao conjunto: fumo e carvão.

Na boca, ao longo da acidez — despropositada — algum vegetal e muita madeira. Pouca fruta, pouco doce. Pouco sabor. De facto, talvez nem uma hora volvida após a abertura da garrafa, já a imensa acidez volátil com a qual aparentavam fluir os aromas e sabores deste vinho se tinha ido. E não ficou quase nada.

Ainda que a textura do vinho pudesse importar qualquer coisa após tamanho deserto de aromas e sabores, a única nota que achei relevante tomar foi, tal como a escrevi no meu caderninho negro do álcool, "um bocado rústico, de taninos duros".

Assim se conta a história de um vinho muito bem vestido, mas apenas no limiar do bebível, e só logo depois de aberto.

Luxo de imitação. Consta do blog por estar do lado do "bebível", na escala. Mas por pouco!

Custou quase 6€, sendo que o preço original, diziam eles, superava os 10€, numa daquelas promoções mirabolantes do Jumbo que um tipo diz que evita, que devia evitar, que devia isto e aquilo, e aqueloutro também — mas onde, volta meia volta, acaba por cair ainda outra vez e nunca a última. Oh, o arrependimento!

10

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Quinta de Roche — Pinot Noir '1999

Comprado por curiosidade pura e simples. Expectativas? Zero. Nesse sentido, acabou por não desapontar.

No anuário de vinhos de João Afonso (2005), vem a seguinte nota de prova:

«Vago no aroma, algum vazio, aborrachados, pouco fruto. Na boca tem pouco fruto, acidez elevada, fresco, leve com simplicidade na qualidade.» 70pts [em 100.]

.
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.

Passados três anos, é um vinho vago na cor e com um aromazinho acre e alcoolizado, a fazer lembrar água-pé, a impor-se a tudo o mais.

Ultra ligeiro, acídulo e quase sem vida, ainda mostra no palato as sombras do fruto que um dia teve.

Ainda é vinho, mas. . .

4,50€.

10?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Pingo Doce — Douro Reserva '2005

Douro DOC produzido pela Calheiros Cruz. O enólogo responsável por este vinho continua a ser Anselmo Mendes. Já tinha provado o de 2004. Para começar, noto que não existe mais informação disponível acerca deste que do anterior. Talvez continue a não valer a pena.

Tal como o seu predecessor, foi vinificado a partir de uvas das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Aragonês. Estagiou em madeira, mas não dizem quanto. Tem 13,5% v/v de álcool.

Cor rubi. Aroma simples, um pouco trôpego. Fruta silvestre madura, fogueira de lenha e/ou queijo azul. Na boca, mais fruta, e fruta mais expressiva. Mais barrica, e melhor definida. Saboroso. Porém, nota-se-lhe certa desarmonia estrutural: o álcool acaba por se evidenciar em demasia e os taninos, embora até bastantes, mostram-se um pouco duros, sem conseguirem, contudo dar outra envolvência ao vinho. O final é curto e limpa a boca.

Falta-lhe polimento. Pede comida pesada. Para mim, está claramente abaixo do de 2004.

Custa quase 4€.

13,5

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ana Vieira Pinto (Borba) '2007

Tinto alentejano — DOC — produzido a partir daquele que é, muito provavelmente, a combinação mais característica da região — Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet.

Antes de tudo o mais, nota positiva para o rótulo, muito bonito.


Cor a fugir para o granada, pouco concentrada.

No ataque, mostrou aquilo a que costumo chamar «podrum alentejano» — um aroma muito maduro a frutos vários, tomado por um ácido-doce característico que me faz sempre lembrar cascas de laranja de alguma forma transformadas a suportar as predominantes uvas e demais frutos pretos, sobretudo ameixas. O arejamento trouxe mais frutos pretos, um pouco ácidos, e levou quase tudo o resto. Ficaram para trás umas raspas de caramelo e mel, um chapisco de vanilina e uma presença alcoólica considerável para os módicos 13º deste vinho. Notei-lhe ainda, logo desde que o abri, um tracito de Xerez a denunciar ligeira oxidação.

Passou ligeirinho e discreto pela boca, simples e suave, um pouco abafado e muito fácil de beber. Mais vegetal que frutado — porventura sem grande consentaneidade com o nariz — não o encontrei muito expressivo.

Não tem nenhum defeito evidente. Vai muito melhor com comida que sozinho. Se tivesse de o descrever de forma muito, muito sucinta, di-lo-ia regular — nada de particularmente interessante...

Custou à volta de 3€.

13