Mostrar mensagens com a etiqueta Outras Coisas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Outras Coisas. Mostrar todas as mensagens
domingo, 17 de novembro de 2019
segunda-feira, 15 de julho de 2019
O Puto já tem SSL. Não só na estrutura fornecida pelo Blogger, mas também nos posts que utilizam iframes para meter aqui conteúdos não directamente suportados pela plataforma, como as músicas e os jogos de xadrez em tabuleiros interactivos.
Substituir http por https no template foi fácil. Meter SSL a bombar na Heliohost, onde o código que faz tocar as músicas reside, idem -- e gratuito, veja-se aqui.
Também não foi difícil atualizar tooooodos os posts antigos para https, incluindo os links para imagens e assim, bastando para tal fazer download de uma cópia de segurança, em xml, de todo o blog, através da função que existe para esse efeito no painel do Blogger: "settings" > "other" > "back up content", substituir "http://" por "https://" onde devido (no Notepad++ é um doce: ctrl+h), apagar os posts originais, para evitar duplicados, e carregar a cópia de segurança modificada via "settings" > "other" > "import content". Infelizmente, este processo não guarda as etiquetas dos posts e altera os URL, pelo que, daqui para trás, as referências "do mesmo produtor, também bebi o de 1999, 2012 e 2013" foram todas à vida.
Em muitos browsers, o reprodutor das músicas -- Nifty player, em flash: mea culpa ainda não ter actualizado o recurso para algo mais actual -- não aparece até ser accionado, "por motivos de segurança", o que torna tudo um pouco menos bonito, mas permite a quem quiser, facilmente, continuar a aceder.
Ja quem tentar ver a maioria dos jogos de xadrez publicados via Chessbase 15 vai deparar com isto, se estiver a usar o Chrome...
... e gritos de alarme ainda mais sugestivos, caso use o Firefox...
... porque o servidor para onde o programa envia os jogos, e a partir de onde os exibe, www.viewchess.com, utiliza um certificado que foi atribuído a chessbase.com, e não ao domínio em questão, retornando um erro SSL_ERROR_BAD_CERT_DOMAIN. Ora, viewchess.com pertence, sem dúvida, à Chessbase, mas as máquinas são cegas e anda aí muito filho de muita mãe.
Reportei; que resolvam, se assim entenderem. E "prontos", é isto. O Puto ainda agora saiu do coma induzido e já está outra vez doente. E desta vez nem é culpa dele! MEH.
Substituir http por https no template foi fácil. Meter SSL a bombar na Heliohost, onde o código que faz tocar as músicas reside, idem -- e gratuito, veja-se aqui.
Também não foi difícil atualizar tooooodos os posts antigos para https, incluindo os links para imagens e assim, bastando para tal fazer download de uma cópia de segurança, em xml, de todo o blog, através da função que existe para esse efeito no painel do Blogger: "settings" > "other" > "back up content", substituir "http://" por "https://" onde devido (no Notepad++ é um doce: ctrl+h), apagar os posts originais, para evitar duplicados, e carregar a cópia de segurança modificada via "settings" > "other" > "import content". Infelizmente, este processo não guarda as etiquetas dos posts e altera os URL, pelo que, daqui para trás, as referências "do mesmo produtor, também bebi o de 1999, 2012 e 2013" foram todas à vida.
Em muitos browsers, o reprodutor das músicas -- Nifty player, em flash: mea culpa ainda não ter actualizado o recurso para algo mais actual -- não aparece até ser accionado, "por motivos de segurança", o que torna tudo um pouco menos bonito, mas permite a quem quiser, facilmente, continuar a aceder.
Ja quem tentar ver a maioria dos jogos de xadrez publicados via Chessbase 15 vai deparar com isto, se estiver a usar o Chrome...
... e gritos de alarme ainda mais sugestivos, caso use o Firefox...
... porque o servidor para onde o programa envia os jogos, e a partir de onde os exibe, www.viewchess.com, utiliza um certificado que foi atribuído a chessbase.com, e não ao domínio em questão, retornando um erro SSL_ERROR_BAD_CERT_DOMAIN. Ora, viewchess.com pertence, sem dúvida, à Chessbase, mas as máquinas são cegas e anda aí muito filho de muita mãe.
Reportei; que resolvam, se assim entenderem. E "prontos", é isto. O Puto ainda agora saiu do coma induzido e já está outra vez doente. E desta vez nem é culpa dele! MEH.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
O Rei está morto. Longa vida ao Rei!Um ano. Um ano sem praticamente aqui parar. Sim, fui acedendo à minha conta da Heliohost para não deixar cair certos conteúdos. Sim, vim cá em Setembro e até deixei dois posts, no espírito de um relançamento que não viria a acontecer. Sim, a dada altura chateei-me por bocadinhos de vídeo que aqui metia, via Youtube, a propósito de filmes, resultarem em "copyright strikes". Todos, todos eles por graça da "Wild Bunch, SA". Bem, puta que os pariu. Talvez, em resposta a isso, eu tenha ripado as merdas deles que comprei e talvez, mas só talvez, as tenha distribuído via torrent. Ou talvez não. Bem, puta que os pariu, e caguei nos filmes, que também ninguém olhava para eles.
Enfim. O blog, de uma distracção, tinha-se tornado uma tarefa. O mesmo tipo de post, o mesmo esquema, com um agendamento, mais ou menos rígido, de três em três dias. Não era mais divertido. Ainda por cima, comecei a ganhar a vida a escrever. E quando ganhas a vida a escrever, a menos que sejas daqueles mesmo bons, daqueles mesmo putos, que precisam de escrever para se sentirem ou para estarem vivos -- pensei no Rilke e é um desvio -- a menos que sejas mesmo fanático e escrevas como quem respira, não, não é a escrever que vais querer passar os teus tempos livres. E isso importou milhões.
E depois, a concorrência de outros meios. Tive/tenho uma conta no Vivino e tentei contribuir, mas um gajo é uma gota no oceano e nada é para nada -- caralho, que reality check, que pílula de lucidez! -- a sério. Mas não gostei. Aconteceu o mesmo com o Cellartracker. E o Facebook? Jesus, o Facebook! Não, o Facebook são coletes amarelos, fake news, arbitragem de futebol, fotos da praia e gatos abandonados. No Facebook não ia dar. Mesmo.
E o vinho? A caderneta de cromos? O vinho pode ter poesia e ciência, pode ser uma das mais românticas conquistas -- ou meias conquistas -- do génio humano. Um pouco como o xadrez. Mas, ao contrário do xadrez, o vinho é um negócio do caralho. Não vale a pena entrar em detalhes "do mundo": que o preço de venda ao público não depende, mesmo nada, do custo de produção, que o mais badalado acaba por ser o melhor, que, dos vinhos "premium low cost", de 10€ por garrafa, agraciados com 90 pontos Parker ou assim, caminhamos para os de 3€ que levam 93 ou mais... Que os genuínos biodinâmicos de produção limitada, genuína e autêntica, com todo o sol e sal da terra e etc. à mistura, nos podem enganar tanto como as promoções falsas das grandes superfícies e os produtores com quem são combinadas... Caralhadas! Caralhadas dessas! Um dia destes, vamos sacar da caixa, do bag in box, vinhos com 98 e 99 pontos Parker ou WS ou Decanter ou de seja lá quem for que tenha ficado impressionado, seja lá com o que for, para publicar ou mandar publicar o que conta. Também a esses, puta que os pariu.
Não obstante, não deixei de beber. Não gosto muito de água às refeições e o chá, de hibisco, que é porreiro pela emulação da acidez, ou outro... não, o chá não satisfaz sempre. Está só meio lá. Aliás, hoje bebi, loguei-me e aqui estou. E talvez seja desta que o Puto volta, talvez não. O puto -- como era chato ter de explicar ao carteiro ou ao estafeta, aquando da recepção de freebies, enviados para divulgação pelos produtores, que não era o puto bebé, Jorge P. Que era o puto bebe, o puto que bebe, caralho. E quantos matarrons não hão-de ter ficado com a ideia de que eu era um e-thot paneleiro ou assim!
Enfim, sem maçar mais quem não me vai ler -- e se alguém me leu até aqui, lamento, que totó... Como dizia a mamã, no ápice da loucura: "Vamos ver, vamos ver no que isto dá!"
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Recorrente, a discussão sobre o blog de vinhos como veículo do desocupado que troca o seu muito tempo livre e torpe engenho – gato – por uma data de boas garrafas à borla – lebre.
Normalmente, apontam o dedo acusador os visitantes desses mesmos blogs ou utilizadores de fóruns ou grupos de redes sociais dedicados ao tema. Não há nada de estranho nisso: é gente do vinho na net que acusa de coisas outra gente do vinho na net.
Pessoalmente, e não tenciono com estas linhas responder a alguém, dado que o "puto" é demasiado pequeno para essas coisas e assim pretende manter-se, não sei quantos convites para eventos recebi desde algures em 2008. Certamente muitas dezenas, talvez mais. Nunca fui a uma única. Nunca ponderei seriamente ir a uma única.
Quanto ao vinho à borla, sim, já recebi algum, já me obriguei a provar algum que recebi sem ter pedido e jamais compraria, já me obriguei a tentar entendê-lo e, em alguns casos menos inspiradores, quase a garimpar para ter algo a dizer. Mesmo que no final a opinião publicada não fosse positiva.
Ah, tantas vezes é mais aborrecido ter de beber o que não se escolheu e ter de escrever sobre ele, num intervalo de tempo que, mesmo não sendo forçado por uma qualquer cláusula contratual, acaba por ter os seus limites pressupostos por um sentimento de decência face às expectativas de quem enviou e que também incomoda quando não se consegue!
Ora, se ele existir, e acredito piamente que exista, tenho pena do dissimulado que se obriga a procurar interesse onde não o encontra naturalmente, por umas hipóteses de aumentar a sua rede de contactos e/ou umas garrafas de vinho à borla! Se ele existir, espero que me leia e fique também com pena de si mesmo.
E que cresça qualquer coisa e passe a fazer, nem que seja só um pouco mais, aquilo que realmente quer. Que esta vida é só uma e não dura nada...
Normalmente, apontam o dedo acusador os visitantes desses mesmos blogs ou utilizadores de fóruns ou grupos de redes sociais dedicados ao tema. Não há nada de estranho nisso: é gente do vinho na net que acusa de coisas outra gente do vinho na net.
Pessoalmente, e não tenciono com estas linhas responder a alguém, dado que o "puto" é demasiado pequeno para essas coisas e assim pretende manter-se, não sei quantos convites para eventos recebi desde algures em 2008. Certamente muitas dezenas, talvez mais. Nunca fui a uma única. Nunca ponderei seriamente ir a uma única.
Quanto ao vinho à borla, sim, já recebi algum, já me obriguei a provar algum que recebi sem ter pedido e jamais compraria, já me obriguei a tentar entendê-lo e, em alguns casos menos inspiradores, quase a garimpar para ter algo a dizer. Mesmo que no final a opinião publicada não fosse positiva.
Ah, tantas vezes é mais aborrecido ter de beber o que não se escolheu e ter de escrever sobre ele, num intervalo de tempo que, mesmo não sendo forçado por uma qualquer cláusula contratual, acaba por ter os seus limites pressupostos por um sentimento de decência face às expectativas de quem enviou e que também incomoda quando não se consegue!
Ora, se ele existir, e acredito piamente que exista, tenho pena do dissimulado que se obriga a procurar interesse onde não o encontra naturalmente, por umas hipóteses de aumentar a sua rede de contactos e/ou umas garrafas de vinho à borla! Se ele existir, espero que me leia e fique também com pena de si mesmo.
E que cresça qualquer coisa e passe a fazer, nem que seja só um pouco mais, aquilo que realmente quer. Que esta vida é só uma e não dura nada...
sábado, 16 de dezembro de 2017

Alcongosta — parque de antenas, ao pôr do sol.

O Natura Glamping é simpático. O interior das tendas tem uma luz estupidamente fotogénica.

Mas não houve água quente durante a noite e chamam "mística" à tosta de queijo e fiambre. Estão no bom caminho, mas precisam, a meu ver, de apostar menos no hip e mais em qualidades concretas.

Pequeno almoço na esplanada, com companhia.

Subir a pé. Ao alto do Cavalinho, primeiro, e mais um bocado, na direcção da Penha, depois.

Almoço fora do caminho, sobre uns calhaus. 40.101893 N 7.507488 W, diz o EXIF das fotos tiradas à garrafa. Que griso, caralho. O tinto em balão de conhaque, uma tábua de embutidos, pão. Para o próximo post.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
sábado, 31 de dezembro de 2016

24 horas de passagem pela terra natal antes do fim do ano. Decoração alusiva à época, simples mas engraçada, e uma feirola com farturas e carrosséis na praça principal. Mixed feelings! Os centros comerciais do meu tempo, meio mortos. Parece que, como tudo o que não é Lisboa e Porto, a cidade se plastificou para fora. Surgiram novos lugares, sobretudo na periferia, maiores e mais vistosos, que teriam constituído uma adição porreira caso não representassem o fim do que já existia. Mas as coisas são assim mesmo. As condições mudaram. O país, o mundo mudou. E uma dessas mudanças foi o abastardamento do que é dirigido às massas. Lembro-me, por exemplo, de ser puto e qualquer relojoaria de merda ter Omega e Longines na montra. E agora?

De manhã, antes de regressar, nova volta. O Praça Velha, que ficava no antigo Celeiro da Ordem de Cristo, fechou. Tinha um espaço porreiro, uma carta de vinhos bem composta, com alguns tintos de guarda no ponto ideal de consumo e não demasiado caros, tipo isto, e ficava num sítio super conveniente, mesmo ao lado do Património. Era, pois, possível jantar no melhor restaurante lá da terra, fumar uma ganza ao virar da esquina e ir logo para os copos, também no melhor bar lá da terra, sem grandes tropeções, arrumações ou outras complicações. Assim, almocei sushi de take-away, em casa, com uma cerveja. Mediano, muito mediano. O bolo xadrez, praticamente impossível de encontrar em Coimbra, continua, no entanto, bastante popular. Missão: store up, pig out.

Foi com certa mágoa que encontrei fechada a Conquilha, uma espécie de centro ocupacional para jovens que ficava na travessa Nuno Álvares e que foi onde aprendi a jogar xadrez. Já lá não passava há tantos anos, e mesmo que ainda existisse, de certeza que agora já não era "para mim", mas vejo através da porta meio escavacada aquele interior despojado, com sinais de largo abandono, e que melancolia! Na altura não o valorizava, mas terá sído dos poucos, pouquíssimos lugares onde, em pequeno, passei momentos realmente felizes. Sim, as aulinhas de xadrez ao Sábado, com o N. Abreu e depois os Wright, a par dos torneios de Magic e das reuniões do INTERACT, lol.

As viagens do "Intercidades" da Beira Baixa passaram a ser feitas exclusivamente por UTE — sim, automotoras. Parece que a CP poupa uns cobres, logo toda a gente (que importa) aprova. E não, montado nestes periquitos novos, o troço à beira Tejo não é a mesma coisa. Falta espaço, falta gosto. Em suma, uma merda.

Valha-nos que, do Entroncamento para cima, ainda é possível vir num comboio de verdade. Regresso e tanto ela como o gato me aguardam. Definitivamente, melhor que poder cabriolar ao sabor das mais amplas liberdades, é ter quem nos faça uma festa quando chegamos. Antes do recolher, aproveitamos para comprar vegetais.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Apesar de não ter tido de o tirar do ar, comentei há dias que o blogue estava em obras. OK, intervenção terminada, por agora.
Principais mudanças: janelas com vídeo em "os meus filmes" e "os meus discos" novamente funcionais, os iframes com música assentes no nifty player finalmente aparecem no Internet Explorer — parece que o problema estava em quão quadrado o bom velho exploder pode ser na interpretação dos tipos MIME, logo a solução consistiu, tão simplesmente, em forçar, no header de cada post, a especificação do tipo de conteúdo presente. Cheguei a pensar em usar SWFObject para uma solução quiçá mais definitiva, mas se assim aparenta estar resolvido, não mexo mais (a preguiça, o desleixo, o facto de não me pagarem, o facto de ter uma vida). Embora este seja trabalho mais ou menos invisível, há que contar ainda que toda a estrutura do blogue foi arquivada e alguns enlaces descontinuados, removidos. Por tratar, se possível, fica a forma como os iframes com jogos de xadrez (não) são disponibilizados através do navegador padrão do Android. Mas esse, estou convencido, será um problema mais das calças que do cu. Normalidade retomada, finalmente! Talvez reencontre a vontade de aqui deixar conteúdo, quem sabe? :)
terça-feira, 15 de março de 2011
Fofins,
fala o dono, toca a escutar com atenção.
Durante muito tempo, apareceu publicidade não solicitada dentro dos iframes que albergam algumas das músicas e jogos de xadrez que aqui partilho.
Bem sei que isto poderá não interessar a praticamente ninguém, mas tal problema encontra-se resolvido: finalmente, mudei de provedor. Agora estou aqui — e, até ver, muito contente.
Amanhã, vinho, acorde eu cedo. Há garrafas em fila de espera.
Durante muito tempo, apareceu publicidade não solicitada dentro dos iframes que albergam algumas das músicas e jogos de xadrez que aqui partilho.
Bem sei que isto poderá não interessar a praticamente ninguém, mas tal problema encontra-se resolvido: finalmente, mudei de provedor. Agora estou aqui — e, até ver, muito contente.
Amanhã, vinho, acorde eu cedo. Há garrafas em fila de espera.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Drought
Thunder teases heartlessly,
making sultry promises
it doesn't keep.
Lightning flicks seductive tongues
against my bedroom wall
and then retreats —
while clouds, grown fat with moisture,
hang heavy with intent.
We wait for rain that doesn't fall —
doesn't
fall.
Naomi B. Patterson (2003)
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A desolação dos peitos de frango
À luz,
Desolados, nus
Puros, alvos
Sozinhos,
Tão vulneráveis
As suas formas limpas,
Curvas perfeitas
Cheias de beleza
Sem mácula,
Aguardam em doce melancolia
Quando chega,
A tragédia traz consigo lágrimas
Sal e tristeza, um fio de prata
E aí
Perturbam a calma pérolas ácidas
E um clarão brilhante rasga o silêncio.
Desolados, nus
Puros, alvos
Sozinhos,
Tão vulneráveis
As suas formas limpas,
Curvas perfeitas
Cheias de beleza
Sem mácula,
Aguardam em doce melancolia
Quando chega,
A tragédia traz consigo lágrimas
Sal e tristeza, um fio de prata
E aí
Perturbam a calma pérolas ácidas
E um clarão brilhante rasga o silêncio.
sábado, 28 de agosto de 2010
Solidão
Para quê um ai
Se logo se esvai
Na imensidão?
Se ninguém o ouve
P'ra me dar a mão?
Para quê um ai
Se no abismo cai
Desta solidão?...
JP, 'n Violeta
Se logo se esvai
Na imensidão?
Se ninguém o ouve
P'ra me dar a mão?
Para quê um ai
Se no abismo cai
Desta solidão?...
JP, 'n Violeta
domingo, 11 de julho de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sábado, 19 de dezembro de 2009
Metablogando com nojo. . .
Certa vez alguém perguntou num fórum o que é que os donos dos [eno]blogues poderiam fazer de modo a tornarem os seus espaços mais interessantes. Já na altura a questão de os [eno]blogues portugueses serem ou não uma caca era mais ou menos recorrente, situação que se manteve até hoje e tem acidez e taninos suficientes para perdurar por muitos e bons anos, provavelmente enquanto os visados existirem. De qualquer forma, e porque não é o facto per se de tal discussão existir que me mete nojo, consideremos aquilo que acabei de escrever uma espécie de aparte e avancemos. . . na altura, a minha resposta foi mais ou menos esta:Falta sempre alguma coisa, mas mais a uns que a outros.
Pessoalmente, e de entre os muitos bons que por aí andam, acho este modelar:
https://oenologic.blogspot.com
Mas
it takes a life to get a life
como a do Sr. Iverson!
.
.
.
Se estão à cata de ideias para melhorar o vosso, aqui ficam algumas, a bold e tudo:1. Mais precisão no que dizem: por incrível que pareça, há sempre pessoas que acreditam naquilo que lhes damos a ler — e nós não queremos enganá-las, pois não? :)
2. Revisão, revisão, revisão!
A falta de uma revisão cuidada torna mau o que é medíocre e mediocriza o que, de outra forma, seria regular! Por norma, os porreirinhos, quase bons, bonzinhos e daí para cima não se esquecem de rever, tanto quanto necessário, o que escreveram.
3. Atitude mais receptiva; menos peito inchado.
.
.
.
Mas livrem-se igualmente de falsas humildades, da sofisticação de plástico e, mais importante ainda, nunca se mostrem falsamente blasé! Se forem ou estiverem molengos e indiferentes, escrevam como tal. Se forem moços simples, não tentem parecer da roda da Mrs. Hilton mãe da parizita. Se se sentirem brigões, amargurados, serenos, inseguros, desinteressados, argutos ... o que for, escrevam como tal. Escrevam o que vos vai na alma sem tentarem modelar [modelar, huh? também meti lá em cima, quando falei do blog do sr. Iverson! já viram? heh? a mesma palavra com diferentes funções? que engraçado, huh?] a vossa alma ao meio que querem que vos aceite — porque não só não vos vai aceitar como vão fazer uma figurinha do piorio sem sequer terem estado a ser vós próprios e a fazer o que vos deu na real gana — terão estado a representar para nada, & that sucks! :)
... nunca se armem deliberadamente em parvos — como eu fiz, só para dar o exemplo, ali em cima, entre parêntesis rectos;
... fujam das auto-referências: evitem que os vossos textos/blogue se transformem em cobriços de rabito na boca...
... à medida que vão escrevendo, em caso de dúvida linguística, dicionário. Tentem não inventar demasiadas palavras, também, ou vai sempre haver pessoal mais sisudo a achar que só poderão dizer melda, no matter what...
... não tentem fazer os vossos textos soar analíticos, impessoais e cheios de autoridade, a la jornalista de craveira, antes de saberem escrever muito bem.
E vivam o mais que puderem, vinho e o resto!

Ah, que chorrilho de asneiras! Talvez alguma das dicas dadas possa ter a sua validade, que merda, tenho de acreditar o mínimo naquilo que defendo. . . Mas que valor poderá ter um blogue objectivamente mais interessante se ninguém lhe ligar nenhuma? É que, como a experiência me tem vindo a mostrar, nenhuma destas dicas de aparência saudável tem a menor influência no crescimento de um blogue. Para que um blogue possa crescer (visitas) e o seu autor ganhar influência, a receita é outra — felizmente bem mais simples. . .
Auto-promoção! Auto-promoção! Auto-promoção!
Não importa que um blogue consista num conjunto de alarvidades horríveis de desconhecimento e desatenção, escritas num estilo que aparente tentar emular o discurso de um atrasado mental, desde que o seu dono consiga ser espertalhão e saiba chegar-se à frente. Abrir-se a comentários e, acima de tudo, comentar. Nem que apenas para dizer «olá! gostei muito do teu blogue! olha, também tenho um, vamos trocar links?» . . . ou ainda menos. Aderir a tantos agregadores quanto possível e participar em todas as suas iniciativas. Ter contas no Facebook e no Twitter, também no Youtube, Stickam e Suicidegirls, e mantê-las actualizadas como se não houvesse amanhã — o que não é difícil: a regra de ouro é colocar uma novidade por dia numa das facetas da nossa existência virtual e a partir daí alimentar as outras todas (o poder da hiperligação). Participar em fóruns, engraxando as pessoas certas. Aceitar todos os convites para provas, júris ou festas privadas, mesmo que suspeitemos no-los terem mandado por engano ou sobranceria . . . aparecer, falar com tudo e todos sem qualquer medo de poder estar a ser um chato do piorio e, como nos fóruns, identificar dois ou três elementos-chave e puxar-lhes o lustro, sorriso nos olhos e uma meia mesura. E, claro, aceitar amostras. . . ou melhor, bater-se a amostras. Sempre de coisas fantabulásticas, divinais — vinhos porreiros — ou apenas boas, mas num momento infeliz — chamar a merda por outro nome, com açúcar por cima. Porque na verdade pouco ou nada importa a quem produz ou vende que em vez de crítica se impinja publireportagem aos leitores — um meio promocional é um meio promocional e quase grátis é quase grátis.Enfim, poderá o segredo fundamental do sucesso ser algo tão simples como pura e simplesmente não ter vergonha? Pode. E pensando bem, surpreendente é que só a meio caminho dos trinta anos eu me tenha apercebido disso. . . :|
As imagens oferecidas, tudo coisinhas muito bonitas, capazes de fazer os sonhos de qualquer enochato(a), foram tiradas sem permissão de outros sítios da web e destinam-se a tentar atenuar o sofrimento dos pobres tolos que se dispuseram a ler este gordo e inútil bloco de texto até ao fim.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Antes de vos dar mais do mesmo, aqui deixo uma citação em jeito de resposta (sou preguiçoso) a certos curiosos zumbidos que mais uma vez aparentam ter encontrado eco na nossa fatia de blogosfera.
«I'm all for blogs and blogging. (I'm writing this, ain't I?) But I'm not blind to the limitations and the flaws of the blogosphere — its superficiality, its emphasis on opinion over reporting, its echolalia, its tendency to reinforce rather than challenge ideological extremism and segregation. Now, all the same criticisms can (and should) be hurled at segments of the mainstream media. And yet, at its best, the mainstream media is able to do things that are different from — and, yes, more important than — what bloggers can do. Those despised "people in a back room" can fund in-depth reporting and research. They can underwrite projects that can take months or years to reach fruition — or that may fail altogether. They can hire and pay talented people who would not be able to survive as sole proprietors on the Internet. They can employ editors and proofreaders and other unsung protectors of quality work. They can place, with equal weight, opposing ideologies on the same page. Forced to choose between reading blogs and subscribing to, say, the New York Times, the Financial Times, the Atlantic, and the Economist, I will choose the latter. I will take the professionals over the amateurs.
But I don't want to be forced to make that choice.»
in The amorality of Web 2.0 @ Rough Type (Nicholas Carr),
um muito interessante artigo que vai ao encontro de questões que aparentemente têm tirado horas de sono a certos pensadores de relativo relevo no meio vínico nacional. E embora desde já vos advirta que muitas das opiniões do senhor são disputáveis, não duvidem de que se trata de um pedaço de prosa muito bem feito, como um vinho denso e macio, austero mas profundo, porventura difícil mas indubitavelmente iluminador, certamente capaz de deixar boas memórias.
Entretanto, às cegas ou não, continuem a abanar a colmeia. Que as abelhinhas não tardarão a vir. . . e a dar-vos mel pelos beiços.
«I'm all for blogs and blogging. (I'm writing this, ain't I?) But I'm not blind to the limitations and the flaws of the blogosphere — its superficiality, its emphasis on opinion over reporting, its echolalia, its tendency to reinforce rather than challenge ideological extremism and segregation. Now, all the same criticisms can (and should) be hurled at segments of the mainstream media. And yet, at its best, the mainstream media is able to do things that are different from — and, yes, more important than — what bloggers can do. Those despised "people in a back room" can fund in-depth reporting and research. They can underwrite projects that can take months or years to reach fruition — or that may fail altogether. They can hire and pay talented people who would not be able to survive as sole proprietors on the Internet. They can employ editors and proofreaders and other unsung protectors of quality work. They can place, with equal weight, opposing ideologies on the same page. Forced to choose between reading blogs and subscribing to, say, the New York Times, the Financial Times, the Atlantic, and the Economist, I will choose the latter. I will take the professionals over the amateurs.
But I don't want to be forced to make that choice.»
in The amorality of Web 2.0 @ Rough Type (Nicholas Carr),
um muito interessante artigo que vai ao encontro de questões que aparentemente têm tirado horas de sono a certos pensadores de relativo relevo no meio vínico nacional. E embora desde já vos advirta que muitas das opiniões do senhor são disputáveis, não duvidem de que se trata de um pedaço de prosa muito bem feito, como um vinho denso e macio, austero mas profundo, porventura difícil mas indubitavelmente iluminador, certamente capaz de deixar boas memórias.
Entretanto, às cegas ou não, continuem a abanar a colmeia. Que as abelhinhas não tardarão a vir. . . e a dar-vos mel pelos beiços.
domingo, 4 de outubro de 2009
É com pena que desligo o elo para a (defunta) página de José A. Bragança de Miranda. Do seu (ainda mais antigo) Reflexos de Azul Eléctrico:
Quinta-feira, Setembro 04, 2003
embaciado
Antes de se voltar violentamente contra os espelhos, como o padre António Vieira que dizia que «o espelho é um diabo mudo», o cristianismo considerava o mundo como um espelho onde Deus se reflectia. Estou a referir-me a uma conhecida passagem de S. Paulo em que este esplêndido filósofo afirma que, a Deus, «por agora vemos embaciadamente num espelho, mas então veremos face a face». O espelho dava a ver, mas ao mesmo tempo que ocultava aquilo que deixava entrever. De algum modo servia de interposição relativamente ao invisível, que só através dele se tornava visível. Mas era uma interposição provisória que desapareceria com a epifania do juízo final. A recusa por Vieira do espelho revela-nos uma metade do segredo do embaciamento do espelho. O que embacia o espelho é a respiração demasiado próxima daquele que está diante dele, e que pretende passar para o lado de lá. Mas do lado de lá do espelho só existe o cobre com que era feito o espelho antigo, ou a fina película de prata com que são feitos os nossos. Pura matéria que, precisamente, o espelho tem de aligeirar, de duplicar, para que no vaivém entre a imagem e coisa possam surgir os deuses e os seus milagres. Se o espelho desaparecesse dissipava-se ao mesmo tempo o Deus que S. Paulo mostrava na superfície perfeita da sua escrita. Foi esse tipo de escrita que desembaciou o espelho, a pontos de fazer dele um objecto banal, para o qual olhamos sem grande sobressalto. É melhor aceitar o velho «espelho», fazê-lo durar todo o tempo que for possível, deixando-o entregue à sua missão misteriosa. Se calhar um dia, já sem homens por perto, ele surgirá novamente embaciado… por um outro respirar.
/RAE 12:11 AM
(...)
cobardia
Tenho pensado em deixar de fumar. Não o posso fazer por enquanto, pelo menos enquanto os fumadores estiverem a ser perseguidos. Seria sinal de cobardia. Tenho mais medo dos perseguidores do que do tabaco, apesar de «ser prejudicial para a saúde».
/RAE 12:21 AM
Por outro lado, é porreiro constatar o regresso deste senhor. Aweh!
Quinta-feira, Setembro 04, 2003
embaciado
Antes de se voltar violentamente contra os espelhos, como o padre António Vieira que dizia que «o espelho é um diabo mudo», o cristianismo considerava o mundo como um espelho onde Deus se reflectia. Estou a referir-me a uma conhecida passagem de S. Paulo em que este esplêndido filósofo afirma que, a Deus, «por agora vemos embaciadamente num espelho, mas então veremos face a face». O espelho dava a ver, mas ao mesmo tempo que ocultava aquilo que deixava entrever. De algum modo servia de interposição relativamente ao invisível, que só através dele se tornava visível. Mas era uma interposição provisória que desapareceria com a epifania do juízo final. A recusa por Vieira do espelho revela-nos uma metade do segredo do embaciamento do espelho. O que embacia o espelho é a respiração demasiado próxima daquele que está diante dele, e que pretende passar para o lado de lá. Mas do lado de lá do espelho só existe o cobre com que era feito o espelho antigo, ou a fina película de prata com que são feitos os nossos. Pura matéria que, precisamente, o espelho tem de aligeirar, de duplicar, para que no vaivém entre a imagem e coisa possam surgir os deuses e os seus milagres. Se o espelho desaparecesse dissipava-se ao mesmo tempo o Deus que S. Paulo mostrava na superfície perfeita da sua escrita. Foi esse tipo de escrita que desembaciou o espelho, a pontos de fazer dele um objecto banal, para o qual olhamos sem grande sobressalto. É melhor aceitar o velho «espelho», fazê-lo durar todo o tempo que for possível, deixando-o entregue à sua missão misteriosa. Se calhar um dia, já sem homens por perto, ele surgirá novamente embaciado… por um outro respirar.
/RAE 12:11 AM
(...)
cobardia
Tenho pensado em deixar de fumar. Não o posso fazer por enquanto, pelo menos enquanto os fumadores estiverem a ser perseguidos. Seria sinal de cobardia. Tenho mais medo dos perseguidores do que do tabaco, apesar de «ser prejudicial para a saúde».
/RAE 12:21 AM
Por outro lado, é porreiro constatar o regresso deste senhor. Aweh!
Subscrever:
Mensagens (Atom)





