sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dom Rafael '2006

É o segundo vinho da Herdade do Mouchão.

O nome foi-lhe dado em jeito de tributo a Rafael Reynolds, irmão do senhor que comprou a propriedade no final do século XIX.

Vinificado a partir de Trincadeira, Aragonês e um pouco de Alicante Bouschet, estagiou durante 6 meses em tonéis e outro tanto em garrafa antes de ser posto à venda.

Encontrei-o jovem e cheio de vigor. Demasiado ácido quando aberto, estava muito mais dócil e expressivo depois de pernoitar no frigorífico.

Da prova propriamente dita, posso afirmar que se trata de um vinho intenso, até na cor. Aroma vivaz a algo como ameixas pretas e cerejas muito maduras, algumas até em compota, bem entrelaçadas com bastante madeira.

Na boca, sabores fortes, na linha do que o nariz mostra. Estrutura robusta, com muitos taninos que aparentam ainda não ter amaciado de todo. Acidez vincada. Um pouco alcoolizado. Final mais vivo que longo.

Vinho bem feito, consistente, mas um pouco rústico — pelo menos para o meu gosto.

Custou 7€.

15,5

Farizoa '2006

O segundo vem de Borba, da Herdade da Farizoa, que faz parte da Companhia das Quintas.

Foi vinificado a partir das castas Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional e Syrah, tendo estagiado durante 6 meses em barricas de carvalho francês.

Tem 14% vol.

A ficha técnica é disponibilizada pelo produtor aqui.

Cor rubi.

Aroma bastante intenso e sabor pronunciado a frutos negros — bagas, ameixa muito madura e figo — com toque balsâmico — um pouco de After Eight, talvez.

Na boca é concentrado, de acidez vibrante (excessiva, até) e corpo mediano. A fruta, similar à que mostra no nariz, chega a amargar.

Perdura pouco no palato.

Um bocado rústico, exige comida forte. Bebi-o com açorda puxadinha e umas coisitas de porco na chapa, pintalgadas com Tabasco.

A 5€ e qualquer coisa, há melhor...

14

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Monte da Ravasqueira '2006

Nhéec... entrei em fase de vinhos alentejanos. Aí vão três.

O primeiro, este Monte da Ravasqueira, que comprei por pouco mais de 5€ no Pingo Doce, foi vinificado e engarrafado na propriedade com o mesmo nome pela Sociedade Agrícola D. Diniz, de Arraiolos.

As castas são muitas: Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Aragonês, Trincadeira, Touriga Francesa e Petit Verdot. Estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês.

É um vinho escuro, de aroma jovem e intenso a flores e frutos silvestres, morangos em batido e ameixas vermelhas, um pouco vinoso e com sugestões explícitas a iogurte de banana. Muito interessante, sem dúvida.

De corpo é redondo e equilibrado, com suaves notas achocolatadas e de praliné a arredondarem as muitas e ligeiramente ácidas bagas roxas e negras que compõem boa parte do sabor deste vinho.

Final correcto.

Para mim, foi das revelações «baratas» do ano. Penso repeti-lo muitas vezes com prazer.

16

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Viajero — Syrah, "Reserva Privada" '2006

Este varietal Syrah sem madeira, comprado a roçar os 5€ no LIDL, é produzido pela Via Wine Group no Valle del Maule, a maior região vinícola do Chile.

De cor granada e nariz envolvente, muito apelativo, com ameixa preta no ponto ideal de maturação e alguma especiaria muito bem integrada, mostra-se vivaço na boca, fresco e muito saboroso.

Apresenta a todo o comprimento um certo toque vegetal verde, talvez de legume, que tanto lhe confere alguma sobriedade, como, pelo menos para o meu gosto, o torna de certo modo guloso: apetece sempre bebericar mais um pouco. Taninos macios e final correcto.

Está perfeitamente bem para o que custa. Quem disse que os vinhos do LIDL tinham de ser maus?


15


Er... Já viram os meus links novos?

Conde de Cantanhede — Garrafeira (1º Prémio) '2000

Bebido na rua. Engraçado, as voltas que Deus me fez dar até me cruzar com ele. Saí ao fim da manhã para pagar a luz. Como de costume e como gosto, sem stress, em ar de passeio. Quando cheguei à porta da payshop, estava fechada para almoço. Logo se me fez um click cá dentro. Comecei a salivar. E confesso que nem tinha fome, mas já que estava sozinho no meio da civilização e sem nada para fazer, achei uma ideia fixe essa de ir comer. Subitamente, estava de desejos por um bife. Lá abanquei num café-restaurante e fiz a mim próprio a vontade. Ah, e este vinho nem foi primeira escolha — eu tinha preferido uma coisa qualquer do Dão de que já não me lembro, mas tinha acabado...

Do vinho propriamente dito, posso dizer que o encontrei de cor rubi desmaecida, característica de um Baga evoluído. Terroso na boca, com a fruta a surgir doce — porventura axaropada, caso não fosse controlada pela elevada acidez, por sua vez moderada pelo corpo cheio e denso, tornando o vinho muito equilibrado. Notam-se ainda bastantes apontamentos de madeira velha, trufas, castanhas e tabaco. Fresco e húmido, termina longo e delicado. Está mais que pronto a ser bebido e é um bonito «garrafeira» bairradino, embora não o melhor que já provei. Pena ser uma espécie de raridade de que ninguém fala. Pelo menos, é o que parece — a começar na página do produtor.

Ligou maravilhosamente com o singelo bife na pedra, só com batatas fritas a acompanhar, que tanto me estava a apetecer.

Depois, meio zunzungo, lá fui pagar a luz e fazer, assim, coisas...

Um dia destes perco a vergonha e começo a fotografar as garrafas da rua. Não. Claro que não, meu Deus.

50€.

17

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Quinta de Roche — Pinot Noir '1999

Comprado por curiosidade pura e simples. Expectativas? Zero. Nesse sentido, acabou por não desapontar.

No anuário de vinhos de João Afonso (2005), vem a seguinte nota de prova:

«Vago no aroma, algum vazio, aborrachados, pouco fruto. Na boca tem pouco fruto, acidez elevada, fresco, leve com simplicidade na qualidade.» 70pts [em 100.]

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Passados três anos, é um vinho vago na cor e com um aromazinho acre e alcoolizado, a fazer lembrar água-pé, a impor-se a tudo o mais.

Ultra ligeiro, acídulo e quase sem vida, ainda mostra no palato as sombras do fruto que um dia teve.

Ainda é vinho, mas. . .

4,50€.

10?

sábado, 22 de novembro de 2008

Mais Xadrez

Para além de triste, muito janado, a meio de uma daquelas minhas famosas fases de vários dias a ganza e Serenal, não andava a gostar mesmo nada do ambiente da SXAAC e responsabilizava o nosso vice-presidente por boa parte daquilo de que não andava a gostar.

A minha disposição emocional no momento sempre influenciou, e muito, os meus resultados neste adorado jogo. Ora, se, infelizmente para estas coisas, nunca fui um brigão, neste dia estava todo fodido e, talvez também por isso, sentei o rabinho à frente do tabuleiro e lá fiquei todo o jogo, a pensar e a tentar manter-me acordado, em vez de andar a passear por mil sítios, a fumar cigarros e ouvir música, a pensar em tudo menos no que se estava a jogar, como era usual acontecer.

Só mais tarde me apercebi que devo ter sido um adversário de presença desagradável, muitas vezes. E tenho pena, mas agora, relativamente ao passado, já não há nada a fazer.


[Event "Coimbra-ch '2000"]
[Site "?"]
[Date "2000.??.??"]
[Round "5"]
[White "Eu"]
[Black "Robin Cross, D."]
[Result "1-0"]
[ECO "C16"]
[PlyCount "51"]
[EventDate "2000.??.??"]
[EventType "swiss"]

1. e4 e6 2. d4 d5 3. Nc3 Bb4 4. e5 Qd7 5. a4 {Jogada inventada no momento e,
por sorte, mais boa que má. Sabendo que Herr D.C. nunca gostou lá muito de ser
pressionado e ainda menos de grandes alaridos tácticos, resolvi presenteá-lo
com este avanço de peão numa tentativa de o levar a meter-se nessas coisas,
que é como quem diz, jogar b6 - por medo, e não importa quão infundado, de
a4-a5! Ademais, outras benesses acarretou, mais ou menos inesperadas - com
este lance, deixei o meu oponente, um experiente (mais que eu) jogador da
Francesa, a pensar no que havia de jogar a seguir durante um bom quarto de
hora, ao quinto lance...} ({RR} 5. Nge2 f6 6. a3 Bxc3+ 7. Nxc3 fxe5 8. Qh5+ Qf7
9. Qxe5 c6 10. Be2 Nd7 11. Qg3 Ne7 12. Bd3 O-O 13. O-O Nf5 14. Qf4 Qf6 15. Bxf5
Qxf5 16. Qxf5 Rxf5 17. Re1 Nb6 18. a4 a5 19. b3 Bd7 {
Szabo,L-Seirawan,Y/Lone Pine 1977/MCD/1/2-1/2 (79)}) ({RR} 5. Be3 b6 6. f4 Ba6
7. Bxa6 Nxa6 8. Qd3 Nb8 9. Nge2 h5 10. O-O Nh6 11. Nd1 Be7 12. Bf2 Nc6 13. Be1
Nf5 14. Ne3 g6 15. a3 a5 16. Rc1 Nxe3 17. Qxe3 a4 18. Kh1 Na5 19. Bxa5 Rxa5 {
Gueroff,E-Martin,A/Ruhrgebiet 1999/EXT 2001/1-0 (61)}) 5... b6 {Ainda por cima,
caiu na trapaça. Ora, esta jogada não é má no sentido de que não perde
necessariamente o jogo. Após b6, a minha vantagem posicional está longe de ser
decisiva. Porém, esta jogada não é fixe por uma porrada de motivos. 1) Perde
tempo. 2) Após Dg4, deixa-me com dois Bispos "bons", nada expostos e muito
interventivos: o das casas negras a suportar a acção da Dama no ataque à
desguarnecida posição das peças de cor na ala de Rei e o que corre em casas
brancas a controlar, sem oposição (de uma falange de peões - é com elas que se
costuma retirar mobilidade aos Bispos), demasiadas casas, por sinal fracas, na
ala de Dama. 3) Esta jogada vai acabar por deixar as negras sem um bom sítio
para onde enviar o Rei. Se não jogar c5, o comandante das negras encona-se
todo. Se o fizer (e fez), abrir-se-ão linhas, permanecendo o seu Rei no centro.
4) Motivos psicológicos: Herr D.C., que nunca gostou de ser apertado, acaba
por se meter, voluntariamente, no fio da navalha - e isso é já meia derrota.} (
{Melhor para as negras teria sido seguir o padrão de desenvolvimento típico
desta abertura sem perder tempo:} 5... Ne7 6. Nf3 c5 7. Bb5 Nbc6 8. O-O a6 {
, com equilíbrio, como na partida G. Gonzalez vs. A. Menvielle Lacourrelle;
Las Palmas / 1994. RR} 9. Bd3 Ng6 10. Na2 cxd4 11. Nxb4 Nxb4 12. b3 Qc7 13. Ba3
Qc3 14. Bxg6 hxg6 15. Qxd4 Qxd4 16. Nxd4 Nc6 17. Nxc6 bxc6 18. Rfe1 f6 19. f4
Kf7 20. Bc5 Bd7 21. Re3 Rh4 22. g3 Rh5 23. Rf1 g5 {
Gonzalez,G-Menvielle Lacourrelle,A/Las Palmas 1994/EXT 2003/1/2-1/2 (39)}) 6.
Qg4 {A melhor jogada, e ao toque. Ora... Falando na importância de saber
quando seguir os padrões de desenvolvimento típicos de uma abertura... em
situações mais ou menos atípicas...} f5 (6... g6 $5 {parece menos agradável,
mas talvez seja melhor - uma espécie de remédio amargo para uma posição
debilitada?} 7. Nf3 {- que mais?!} (7. h4 h5 $11) 7... Ne7 8. Bh6 Nf5 $5 {
e a Dama branca acaba por estorvar um pouco o seu próprio lado ao barrar o
avanço do peão "g".} 9. Bg5 Ba6 10. Bxa6 Nxa6 11. O-O Be7 12. Bf6 Bxf6 13. exf6
Qd8 14. Qf4 Qxf6 15. Rae1 (15. g4 g5 16. Nxd5 exd5 17. Rae1+ Kd8 18. Qxf5 Qxf5
19. gxf5 f6 $14) 15... Qg7 16. g4 Ne7 $11) 7. Qg3 Ba6 8. Bxa6 Nxa6 9. Nge2 c5 {
Por fim, o lance libertador típico da Defesa Francesa! Mas esta não é uma
Francesa típica e, de qualquer forma, já não é a abertura de linhas via c5 que
a posição pede.} (9... Ba5 10. O-O Nb4 11. Bd2 Nc6 {, diz a Rybka. Yuck...}) ({
Mais natural e também aceitável era} 9... Kf7 10. O-O Bxc3 11. bxc3 Ne7 12. Qd3
$14 {, por exemplo.}) 10. O-O O-O-O $2 {
Esta jogada, sim, perde. Herr D.C. engaiola o seu próprio Rei.} (10... Bxc3 11.
Nxc3 cxd4 (11... Nb4 12. dxc5 bxc5 13. Nb5 Nxc2 14. Rb1 Nd4 15. Nd6+ Kf8 16.
Qa3) 12. Nb5 $16) 11. Nb5 Nb8 $4 {Nada ciente do erro estratégico cometido na
jogada anterior, julgando estar a conseguir equilibrar as coisas, Herr D.C.
deixa-se levar pelo entusiasmo.} ({Era obrigatório} 11... c4 {
para deixar o Bispo fugir após} 12. c3 {Ainda assim...} Bf8 13. Bg5 Re8 {
e sendo impossível impedir-me de abrir linhas até ao seu Rei,} (13... Be7 14.
Nd6+ Bxd6 15. Bxd8 Bf8 (15... Kxd8 16. exd6 Nf6 17. Nf4 $18) 16. Bh4 Nh6 17. b3
cxb3 18. Rfb1 $18) (13... Ne7 14. Nd6+ Kb8 15. Nf7 Rg8 16. Nxd8 Qxd8 17. Rfb1
$18) 14. b3 cxb3 15. Rfb1 {
as negras muito dificilmente conseguiriam defender-se de males maiores.} Nb8
16. c4 dxc4 17. Qc3 Nc6 18. Qxc4 Kb8 19. Qxb3 Na5 20. Qd3 $18) 12. c3 {
E agora, com uma boa deixa para ligar as Torres, um Cavalo magnífico e o Rei
inimigo numa gaiola, a fase da execução. E como? Abrindo linhas, mesmo tendo
de sacrificar.} Ba5 13. Bg5 Rf8 14. Nd6+ Kc7 15. b4 $1 {Missão cumprida. Deixo
ficar o "!" porque me foi dado pela Rybka 3, essa génia de silicone que acha
bonito sacrificarmos Peões em favor da manutenção de um objectivo estratégico
coerente (bem, ela não vê nada disso, mas vê outras coisas - beauty lies in
the eye, e onde estão os dela?)...} cxb4 16. cxb4 Bxb4 17. Rfc1+ Nc6 18. Rxc6+
Qxc6 (18... Kxc6 19. Rc1+ Bc5 20. dxc5 Kc7 21. c6 {...}) 19. Rc1 Bc5 {Pois...}
(19... Qxc1+ 20. Bxc1 g6 21. Nf4 Bxd6 22. Nxe6+ Kb7 23. exd6 Rc8 24. Nc5+ $1
Ka8 (24... bxc5 25. Qb3+ Kc6 26. dxc5) 25. d7) 20. dxc5 bxc5 21. Nd4 Qd7 22.
Rxc5+ Kb8 23. Qb3+ Ka8 24. Nxe6 {Queria mesmo dar mate e ir dormir... lol. Já
agora, aqui tenho mate em 8... mas eu não vejo a larga maioria dos mates em 8.}
Rb8 25. Qxd5+ Rb7 26. Nc7+ ({E em vista de} 26. Nc7+ Qxc7 27. Rxc7 f4 28. Qxb7#
{, o meu honrado adversário abandonou.}) 1-0

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A Pussy Purrin'

A pussy purrin' and lookin' so satisfied / A pussy purrin' and lookin' so satisfied / Lost in his little yellow round eye / Lost in his yellow round eye





Pussy purrin' and lookin' so satisfied / Kitty rear up and scratch me through my jeans / Fuck you kitty you're gonna to spend the night

Outside!





Kitty at my foot and I wanna touch it / Kitty at my foot and I wanna touch it / Kitty at my foot and I wanna touch it / Kitty at my foot and I wanna touch it / Kitty at my foot and I want to touch it

Kitty kitty kitty kitty kitty kitty touch it!





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Quinta de São Simão da Aguieira '2003

Dão DOC da Sociedade dos Vinhos Borges, feito na quinta de que leva o nome a partir de Touriga Nacional, Aragonês e Trincadeira, ostentava na garrafa (bonita) a menção a uma medalha de prata ganha no Vinalies Internationales de 2006.

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No copo, cor rubi «clara», já em fase de transição para o granada.

Aromas relativamente discretos e mais florais que frutados, com algum tabaco seco e chocolate com conhaque.

Na boca, quase vazio. Fruta pouco doce, indefinida, e tabaco. E a pender para o lado do álcool, ainda assim.

A valer-lhe certo quê mineral, frio, granítico, que lhe ia transmitindo uma réstia de elegância.

6€.

14

Quinta das Bágeiras — Reserva '2005

Bairradino obtido a partir das castas Baga (60%) e Touriga Nacional. O produtor terá em breve (espera-se) uma página web aqui.

Diz o rótulo que "a fermentação foi efectuada em pequenos lagares abertos sem desengace, respeitando os processos mais tradicionais. Este vinho estagiou em tonel de madeira até Setembro de 2007, tendo sido engarrafadas 6950 garrafas". Calhou-me a nº 4261.

Cor granada, bastante escura.

Aroma mais profundo que intenso, dominado por frutos maduros do bosque — vermelhos, pretos, roxos — e balsâmicos. Flores silvestres, muito louro, etanol puro e etanotiol — este a fazer adivinhar algum acetato de etilo — couro e nozes.

Boca cheia, madura, que a acidez fixa pronunciada torna um pouco picante, com muitos taninos finos, um pouco adstringentes. O final é longo, amendoado.

Nada mau, mas estava à espera de melhor. Contudo, sendo ele um Bairrada de acidez vincada e tanino ainda um tanto desabrido, não tenho motivos para duvidar que o tempo lhe fará bem.

Custou quase 10€.

16