quinta-feira, 31 de maio de 2012

Herdade do Portocarro '2007

É o vinho de entrada de gama da herdade que lhe dá o nome, sita em S. Romão do Sado, nas imediações da vila do Torrão. Combinação de uvas das castas Alfrocheiro, Aragonês e Cabernet Sauvignon, fermentou em balseiros de carvalho francês, tendo posteriormente sido sujeito a estágio em barrica durante um ano.

Lê-se pelas internetes que um dos objectivos do produtor é fazer vinhos diferentes, menos focados na fruta, mais maduros e complexos que a generalidade dos seus congéneres, mesmo quando jovens. Ora, não se deve estar a sair mal de todo, já que, a respeito deste, verifico ter apontado no caderninho negro do álcool, em certa tarde preguiçosa: "Bastante bom, terroso, a fazer lembrar licor de ginja, trufas e solventes. Harmonioso, de dimensões medianas, começa a exibir notas terciárias. Dezasseis mais".

12€.

16

terça-feira, 29 de maio de 2012

Galaxie 500 — On Fire

Thinkin' of blue thunder
Singin' to myself
Thinkin' how fast it moves
Feelin how it turns

I was singin' somethin
Out on Route 128
Thinkin' how blue it looks
Singin' out aloud


My blue thunder
Singin' out aloud

I'll drive so far away

sábado, 26 de maio de 2012

Warre's — Vintage '1980

Vintage de 1980, ano de Primavera difícil e Verão quante no Vale do Douro, produzido por Symington Family Estates; deixo aqui um elo para o sítio da marca na internet. Foi decantado e arejou aproximadamente 4h antes de servido. Em jeito de aparte, encontrei a rolha em óptimas condições.

Granada muito escuro no copo. Algo fechado de início, quase só mostrou ameixa passa e figo. Continuou a abrir (a melhorar) com o passar do tempo, revelando mais passas e canela, menta e um bocadinho de pimenta preta. Apesar de longo q.b. e encorpado, pareceu-me ser um daqueles casos em que a concentração de aromas e sabores supera o respectivo binómio peso/volume. Gostei ainda mais dele a empurrar o chocolate meio amargo de Ambanja que constituiu a sobremesa do almoço do dia seguinte, isto é, após um arejamento extra de 12 ou 14h, boa parte delas passada no frigorífico: a fruta mais rica, mais carnuda, a especiaria mais vincada, o conjunto a manter-se tenso e equilibrado. De notar que, no fim, para além do prazer que proporcionou, ainda deixou promessas de continuar a evoluir, dado que de forma alguma está velho. O preço, ainda razoável, talvez possa ser justificado por não se tratar de um vinho de uma colheita "clássica". O mercado do vinho do Porto tem coisas assim.

60€.

18,5

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pingo Doce — Alvarinho '2010

Alvarinho de marca branca, da sub-região de Monção e Melgaço, produzido por Anselmo Mendes. As uvas fermentaram a temperatura controlada com maceração pelicular parcial, tendo o vinho resultante sido engarrafado sem passagem por madeira. Retira-se ainda do contra-rótulo que 150ml deste vinho equivalem, em termos energéticos, a 113KCal, o que faz com que uma garrafa inteira represente 565KCal, mais ou menos o mesmo que 100g de chocolate. Pois.

Apesar de certa superficialidade que se torna mais evidente quando posto frente a frente com outros exemplares da mesma casta e região, retém, no entanto, todas as marcas distintivas a que estas nos têm vindo a habituar, ligeira ponta de gás incluída, muito necessária para realçar o frescor que lhe é conferido pela acidez. Comparando com outros Alavarinho proletários, gostei um pouco mais dele que do seu correspondente vendido pelo Lidl, de seu nome Nobre Colheita, das Quintas de Melgaço, e um pouco menos que do Deu La Deu da Coop. de Monção.

4€.

15

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Eu vs Comp. (2)

[Event "?"]
[Site "?"]
[Date "2011.07.30"]
[Round "?"]
[White "Prata, J."]
[Black "Nightmare 7.1"]
[Result "0-1"]
[ECO "D02"]
[PlyCount "74"]
[EventDate "2012.06.03"]

{Segundo de uma série de jogos sem muito que se lhe diga: eu a jogar contra
motores, sendo usualmente massacrado. Este não foge à regra: perdi. O oponente,
Nightmare 7.1, versão experimental do motor do holandês Joost Buijs [http://
chessprogramming.wikispaces.com/Joost+Buijs], a correr num Atom D525, 1,8GHz.
Controle de tempo, 30min/KO. Livro de aberturas e RAM utilizadas, não faço
ideia.} 1. Nf3 d5 2. d4 Nf6 3. c3 {Jogada de aparência pouco ambiciosa, comum
em jogos contra omputadores. Para além das ideias habituais - construir uma
estrutura sólida na AD, manter as coisas simples, ir tirando peças, fazer o
roque pequeno, jogar depois no centro - decidi-me por ela sobretudo numa
tentativa de tirar o motor cedo do livro de aberturas.} Nc6 4. Bg5 e6 5. Nbd2
h6 6. Bxf6 Qxf6 7. e3 ({Mouse slip.} 7. e4 {era o pretendido.}) 7... Bd6 8. e4
{Um tempo é das menores perdas expectáceis após uma escorregadela do rato. Não
me posso queixar.} Qg6 9. e5 ({Não joguei} 9. Bd3 {, que teria permitido um
controle fixe sobre as casas brancas, por medo das eventuais refutações
tácticas: um computador vê cenas do demo. Mas} Qxg2 {permite} 10. Rg1 {
, e depois de} Qh3 11. Rxg7 {
, as negras não têriam outra alternativa de desenvolvimento senão} Bd7 12. Qe2
O-O-O {Depois de} 13. e5 {, as brancas têm uma posição deveras confortável.})
9... Be7 10. Rc1 {Ainda a evitar tirar o Bispo de Rei por medo daquela
intrusão via g2 (não calculei com certeza que falhava, durante o jogo), pensei
em Tc1, Dc2 para desalojar a Dama negra do lugar incómodo (e que relamente não
era muito mais que isso) onde se encontrava.} O-O 11. Qc2 Qxc2 12. Rxc2 a6 {
Pode ainda não ter nada a ver, mas, seguido do que se seguiu, faz acreditar
que este motor tenha uma avaliação porreira das barreiras de peões.} 13. Bd3 f6
14. Bg6 ({Se} 14. exf6 $6 Bxf6 15. O-O e5 {e de repente a minha falange de
peões teria desaparecido, com todas as peças negras a entrarem rapidamente em
jogo.} 16. dxe5 Bxe5) 14... Bd7 15. O-O fxe5 16. Nxe5 Nxe5 17. dxe5 b5 {
Adoro a forma como ele usou os peões para ganhar espaço na ala de Dama!} 18. g3
c5 19. f4 a5 20. a3 $2 {
Trocando uma dada estrutura por outra menos boa, sem compensação. Para quê?} (
20. Kg2) 20... c4 21. Nf3 b4 22. axb4 axb4 23. Rcc1 $2 {Não vi a refutação
táctica. De qualquer forma, se o peão da 2a linha é a base do muro que está a
conter aquela "maré" negra que se está a formar na AD, para quê retirar um dos
seus defensores, tanto mais se não está a ser atacado?} (23. Kg2) 23... Ra2 24.
Rf2 (24. Rc2 Bc5+ 25. Kh1 bxc3 26. bxc3 Rxc2 27. Bxc2 Ra8) 24... Bc5 25. Nd4
Rxb2 $6 {Pode não ser a melhor continuação, mas faz adivinhar um motor
agressivo, preparado para jogar xadrez de especulação. Temos de saber estimar
estas coisas.} (25... Be8 26. Bb1 Rxb2 27. Rxb2 bxc3 28. Rb8 Bxd4+ {
parece melhor.}) 26. Rxb2 bxc3 27. Rb7 Bxd4+ 28. Kg2 Be8 29. Bc2 $2 (29. Bxe8
Rxe8 30. Kf3 {é perfeitamente jogável.}) 29... g5 $2 {Segunda continuação "a
baixa profundidade" que o motor deixa escapar. Vontade de especular ou
incapacidade táctica?} (29... Be3 30. Re1 d4 31. Rc7 Bd2 {é conclusivo.}) 30.
Re7 Bf7 31. fxg5 $2 {Quando igual, enconar, enconar... Depois de estar a
perder, atacar, atacar... Não é assim que se vai lá, Jorge. (Assim, o peão e5
cai sem resistência).} (31. Rb1 Bc5 (31... Be3 32. f5 d4 33. fxe6 d3 34. exf7+
Rxf7 35. Rxf7 Kxf7 36. Ba4 c2) 32. Rc7 Be3 33. Rbb7 gxf4 34. Kf3 $13) 31...
hxg5 32. Rf1 Bxe5 33. h4 $2 {Atacar...} (33. Ba4) 33... gxh4 34. gxh4 d4 35.
Re1 Bf6 36. Rc7 d3 37. Bd1 e5 {e perante a desgraça iminente, abandonei.} 0-1

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eu vs Comp. (1)

[Event "?"]
[Site "?"]
[Date "2011.07.10"]
[Round "?"]
[White "Prata, J."]
[Black "Hiarcs 13.1"]
[Result "1/2-1/2"]
[ECO "E12"]
[PlyCount "73"]
[EventDate "2011.??.??"]

{Primeiro de uma série de jogos sem muito que se lhes diga: eu a jogar contra
motores, sendo usualmente massacrado. No entanto, tratando-se do primeiro
elemento do lote, deixo-vos uma excepção: empatei. E sendo daqueles empates
em que desde o primeiro momento pretendo remover todo e qualquer tipo de vida
do tabuleiro, conseguindo uma posição fechada e estéril, não é um
daqueles empates (ou vitórias, chamem-lhe o que quiserem) à "Father" —
google quem quiser: acho que o gajo é paneleiro e devia ter vergoha, disso e
de mais, em vez de andar a pavonear-se. Mas, enfim, se não os podemos impedir,
o que é que se há-de fazer...} 1. d4 b6 2. c4 Nf6 3. Nf3 Bb7 4. Nc3 e6 {
Jogo online, meia hora para cada lado. O meu adversário, Hiarcs 13.1,
configurado para jogar em "estilo sólido", montado num AMD Phenom II a 3.8GHz,
com 2 Cores e 512MB de "hashtable".} 5. Bg5 Bb4 6. e3 {Abertura em estilo
clássico, uma Índia de Dama que, muito por culpa de eu não saber peva sobre
como se jogam Índias de Dama dinâmicas e ambiciosas, se foi parecendo mais e
mais com um Gâmbito de Dama "à antiga".} h6 7. Bxf6 (7. Bh4 {, que mantém
peças e pressão no tabuleiro, é bastante mais popular. Costuma ser mote
para algo como} Bxc3+ 8. bxc3 d6 {— esta jogada não é forçada, estou só
a assumir que o condutor das negras ainda quer uma Índia de Dama, com tudo o
que ela traz —} 9. Nd2 Nbd7 10. f3 {e} Qe7 {, seguido de} 11. Bd3 {ou, por
exemplo, e4, variante popular e cheia de sentido, onde ambas as partes agiram
de acordo com o velhinho princípio "desenvolver naturalmente as peças",
tendo (também) por isso recursos bastantes para poderem começar as
hostilidades do meio jogo com possibilidades repartidas.}) 7... Qxf6 8. Be2 c5
9. O-O cxd4 10. Qxd4 ({Se fosse contra uma pessoa, de certeza que teria
preferido} 10. exd4 {No entanto, aqui, a minha intenção era, apenas,
simplificar o mais possível comprometendo o menos possível — no caso, a
estrutura de peões. Apesar de desinteressante, deve ser uma abordagem
correcta, já que o bot continuou da seguinte forma...}) 10... Bxc3 11. Qxc3
Qxc3 12. bxc3 {e} Bxf3 {, forçando ainda mais simplificações. Apesar dos
peões "c" dobrados, a coisa não parece mal para o meu lado.} (12... Ke7 {
, seguido de Ca6, talvez fosse mais promissor.}) 13. Bxf3 Nc6 14. Bxc6 dxc6 15.
Rfd1 {Plano: estacionar forças na coluna aberta e levar o Rei ao centro.} Ke7
{Ao afastar o Rei do centro, rocar, nesta fase, seria, quase de certeza,
contraproducente.} 16. Rd4 c5 17. Rd3 Rad8 {Oposição de forças na coluna
aberta. Embora o computador estivesse a fazer tudo bem, a única maneira de
tentar (e provavelmente conseguir) foder-me era criar pontos de desequilíbrio
adicionais, tantos quanto possível, mesmo que para isso tivesse de sacrificar
"centipawns" na avaliação. Mas este Hiarcs estava configurado para procurar
a melhor jogada possível numa dada posição, não para ser manhoso — e eu
sabia disso.} 18. Rad1 Rxd3 19. Rxd3 Rd8 20. Rxd8 Kxd8 {Foda-se! Um final de
peões, sem perguntar nada a outro motor e sem voltar atrás! Aqui, o meu
oponente pode tentar entrar no meu campo pelo centro ou pela Ala de Dama, onde
existe um buraco. O que torna o plano imediato simples, ainda que por
exclusão de partes: levar o Rei para onde vão acontecer coisas.} 21. Kf1 Ke7
({Desafiante seria, se o Rei negro tentasse entrar pela ala de Dama,} 21... Kc7
22. Ke2 Kb7 23. Kd3 Ka6 {ter o sangue-frio e a capacidade de ver que teria de
jogar a deter o seu avanço, e não a responder na mesma moeda, dado que} 24.
g4 ({Mas depois de algo como} 24. Ke4 Ka5 25. Ke5 Ka4 26. Kd6 Ka3 27. Ke7 Kxa2
28. Kxf7 a5 29. Kxe6 a4 30. Kf7 a3 {, é evidente que o peão branco ganha a
corrida.}) 24... Ka5 25. Kc2 Ka4 26. Kb2 {aparenta aguentar, apesar de ter de
jogar sob as sombras da oposição e do zugzwang não seja fácil e acabasse
por vir a ter todas as hipóteses de perder aqui contra o computador.}) 22. Ke2
h5 23. a4 Kf6 24. e4 g5 25. Ke3 Ke5 (25... e5 26. h3 $11) 26. g3 g4 27. f4+ {
Ganha espaço, define uma barreira... etc. E aparenta fazê-lo de forma segura,
já que c3 tapa a única via de entrada do Rei negro no meu campo, logo gxf3 n.
p é respondido por Rxf3 sem problemas.} Kf6 28. e5+ Kf5 29. Kd3 h4 30. Ke3 Kg6
31. Ke4 h3 {Meh. Mas, na verdade, nesta fase, já era indiferente o que o
motor fizesse com este peão. Se o avanço h3 fechava, recuar com o Rei não
me obrigava a tomar, sendo confrontado por igual recuo de Rei, com o cuidado
de manter ímpar o número de casas entre eles, como manda a teoria. Depois de
hxg3, hxg3 seria igual, também, a uma ala de Rei trancada.} 32. Ke3 Kf5 33.
Kd3 f6 34. exf6 Kg6 35. Ke3 Kf7 36. Kd3 Kg6 37. Ke3 {, com a oposição sempre
garantida. E depois de mais duas ou três jogadas de chacha, a interface que
permite ao motor comunicar com o mundo, aceitou o empate.} 1/2-1/2

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Altas Quintas '2006

Em jeito de introdução, um parágrafo retirado do sítio do produtor na internet: "A propriedade das Altas Quintas, situada no Nordeste Alentejano, na zona demarcada de Portalegre, apresenta uma área total de 256 ha, divididos por duas quintas que se estendem, paralelas, a uma altitude que varia entre os 496 m e os 770 m, no interior do Parque Natural da Serra de S. Mamede." Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet. Fermentou em balseiros de carvalho francês, onde ficou a macerar e se deu a fermentação maloláctica. Depois, reza a ficha técnica, parte do vinho foi trasfegada para barricas de madeira nova, onde permaneceu até se fazer o lote final, que antecedeu o engarrafamento. É o sucessor deste.

Foi servido a 16º C, após breve arejamento. Granada escuro. No nariz, ameixa madura, fumo, tosta, café. Na boca, a fruta mostrou reter alguma frescura, aparecendo acompanhada de notas vegetais, secas e aromáticas, apenas a compor. Ainda madeira, resinosa, crua ao sabor, a dado momento, como que a fazer lembrar cola. Aparenta ter mantido a boa frescura de alentejano criado em altitude, com um final bem razoável. Embora não tenha atingido o nível do da colheita anterior, dá uma prova bem agradável, confirmando um bom momento de forma, já a caminho da meia dúzia de anos.

14€.

16,5

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SKETCH . . . .

Watsonville, valley — the
sun is setting in a mysterious
orange flameball over the
flat green lettuce fields
interlined with brown dirt
rows & roads & rails — beyond
the milky haze of this
dusk is the sea, unseen, the
Pacific to the Land of the
Rising Sun — the grass is
like hay, full of ants
that go to sleep at sundown,
dry shrubs, dry cottonwoods,
weeds, tart spice ferns of
Spring are now fuel for
Autumn Seres, — little
weedflowers close their
blossoms as the dusk birdsongs
titter — a farm in the
dreaming vale below, white-
washed barn, flat reposant
chickencoops & toolsheds —
I hear the distant hiway
trucks — sitting on the
mat of earth on the westernmost
American hill facing
the unknown east all
pink now — Sweet dewy
breeze hints of sea —
The railroad cries the
roundroll — I sleep on
the ground under the
stars like an Indian,
baseball hat, brakeman’s
lantern & tucked in
Levis & workshoes &
jacket, arms folded to
the moon —

a cow mourns below —
adios — now the sun
is bloodred, sinks behind
the mighty mountain trees
— the distant sad hiway
of little soundless cars —
the Salad Bowl of the
World sinks to dark, all
you need is a plane to
spray mayonnaise & chopped
scallions — eat a whole
valley raw — the figs
trees are shitting on the
ground, Mexican Motorists
pick walnuts from the
ground, the bums have
left a Tokay empty
under the avocado tree —
ripe California


Jack Kerouac, Book of Sketches, 1952-57

sábado, 12 de maio de 2012

Arribeño — Verdejo '2010

O calor voltou e com ele a vontade e as ocasiões propícias ao consumo de quantidades generosas de brancos simples e estupidamente frescos, como este Verdejo de Rueda, engarrafado por H.A.G.S.A. — será Hijos de Alberto Gutiérrez, S.A.? — para os supermercados Mercadona. Sim, um vinho de marca branca, e logo um daqueles que não inspiram orgulho ao respectivo produtor: digo-o porque, apesar de já ser comum ver a paternidade destes vinhos "sem marca" assumida sem reservas, tal não acontece, de todo, neste caso. Decisões comerciais, enfim.

O líquido foi servido a 10ºC. De cor palha no copo, foi-se desdobrando durante a prova em sugestões várias de maçãs verdes e citrinos, sobretudo limão, talvez com algo vagamente herbáceo pelo meio (o contra-rótulo fala de funcho; eu, pessoalmente, não consigo ser assim tão assertivo). Firme na boca, terá o seu melhor na acidez bem trabalhada, que lhe pemitiu mostrar sempre um gosto franco, intenso e agradável. Como branco de piscina, funciona. Se bem me recordo, custou menos de 2€.

14

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Let me now put aside biological questions and return to human adaptivity and its implications for the laws of psychology. A look at computer adaptivity may cast some light on the human kind. A computer, it is said, can only do what it is programmed to do (which may be quite different from what the programmer intended it to do). Generally, it is not instructed to do specific things at all (e.g. to solve a particular linear programming problem), but to adapt its behavior to the requirements of a given task chosen from a whole population of tasks (e.g. to solve any linear programming problem lying within given size limits). Then its behavior in response to each task is adapted to the requirements of the task, and it behaves differently, in appropriate ways, with each task it is given. In short, it is an adaptive system.

The adaptiveness of computers leads to a question that is the converse of the one raised above. Can a computer be programmed to do anything? Of course not. Upper limits are set by the famous theorems of Gödel, which prove that every symbol processing system must be, in a certain fundamental sense, incomplete. It is a truth of mathematics and logic that any program (including those stored in human heads) must be unable to solve certain problems.

Far more important than the Gödel limits are the limits imposed by the speed and organization of a system's computations and sizes of its memories. It is easy to pose problems that are far too large, require far too much computation, to be solved by present or prospective computers. Playing a perfect game of chess by using the game-theoretic minimaxing algorithm is one such infeasible computation, for it calls for the examination of more chess positions than there are molecules in the universe. If the game of chess, limited to its 64 squares and six kind of pieces, is beyond exact computation, then we may expect the same of almost any real-world problem, including almost any problem of everyday life.

From this simple fact, we derive one of the most important laws of qualitative structure applying to physical symbol systems, computers and the human brain included:
Because of the limits on their computing speeds and power, intelligent systems must use approximate methods to handle most tasks. Their rationality is bounded.

Herbert A. Simon: INVARIANTS OF HUMAN BEHAVIOR; Adaptivity, Computational Limits on Adaptivity; Annu. Rev. Psychol. 1990.41:1-20; 1990.