terça-feira, 10 de julho de 2012

José de Sousa '2010

Alentejano de Reguengos de Monsaraz, foi feito com uvas Grand Noir (45%), Trincadeira (35%) e Aragonês, provenientes dos solos graníticos da Herdade do Monte da Ribeira. A respeito da sua vinificação, diz a ficha técnica que "pequena parte" fermentou em potes de barro, à antiga Romana, tendo o restante sofrido tratamento mais ortodoxo, pelo menos nos dias de hoje, em cubas de inox, a temperatura controlada. 30% do lote final passou o estágio de 8 meses que antecedeu o engarrafamento em barricas novas de carvalho americano e francês; o demais, em madeira de um ano.

Evidente tentativa de perfil fresco, porventura mais natural noutras latitudes e/ou altitudes, mostrou, ainda assim, alguma boa fruta, essencialmente preta, secundada por notas de passas, folha de tabaco e especiarias. Já a noite ia longa quando, mais ao fundo do palato médio e no fim de boca, cacau e café. Presença firme, mas algo delicada, deu-se melhor com umas codornizes grelhadas que com a feijoada explosiva com que inicialmente o pensámos ligar.

A garrafa foi enviada pelo produtor, que recomenda um preço de 7,49€.

15

domingo, 8 de julho de 2012

Velharias (33)

As noites passadas a sós são diferentes.

Na parvónia, lauto jantar ido, whisky, talvez gin, cigarros, net.

Na net, fala-se com quem devia estar, e estará, mas até que volte.

Saudades satisfeitas não necessitam de contexto, afinal.

Pobres Irmãos de tempos idos, demasiado ocupados nas suas rotinas. . . quem as tem. . .

Quem as tem?

Hoje, como ontem, comi e na net falo à espera do nascer do sol.

Sol maior menor, nasce uns minutos depois do último sonho e nunca se põe.

E a rotina é tentadora.

Acordar, comer, net, banho, café, net, banho, comer, net, dormir.

E cigarros, cigarros, cigarros no decurso de —

Dormir, esperar que esta semana passe, esta semana de noites sós.

Dormir. Adormecer com a manhã,

Sem droga, quarenta cigarros por dia. (Tenho mesmo de pensar em reduzir.)

Depois, deitar-me, teclar, demasiado desinteressado pelo que quer que seja para o escrever.

Pesadíssimo, ler, a ler,

Hoy, ayer.

Sim, e que lês tu, menino?

Leio olhos sem olhar para eles. Perfurantes.

Como se pensasse "Inferno, meteram-me aqui, não pedi nada disto, só quero foder esta merda toda", mas em silêncio.

Porque são os olhos que não falam aqueles que mais magoam.

Aqueles olhos brancos, de cego, que dizem morte, ou nada, talvez.

Dizem que assim olhava Pound, às vezes, evidentemente.

Acontece-me pôr esses olhos, pensar Pound, sentir Pound, mas claro que não consigo.

Afinal, ainda não cheguei a velho.

A minha mulher está viva.

Ainda não me internaram na psiquiatria, pancada e choques eléctricos à hora do filet mignon.

Afinal, embora me sinta beaten, ainda não me sinto broken. Sou novito, e nem é aquela coisa related to ter tido uma vida melhor do que a dele.

Prende-se mais com não ter tido a d'Ele.

Ou, simplesmente, não ter tido. Não ter.

Também não sou anglófono. Como vós, vivo acorrentado a uma língua morta há tanto tempo que já nem esqueleto deve haver. Normalmente, não penso muito nisso.

Pound, anglófono. Os anglófonos nunca chegam a atinar bem com o género. Das palavras, nas nossas línguas latinas.

Taishan is attended of loves

under Cythera, before sunrise

and he said: "Hay aquí mucho

catolicismo
(sounded catolithismo)

y muy poco reliHión"


Poco? Ou Poca? Ou Paco?!

Ou atinou com o género e foi mal transcrito.

Ou atinou com o género e estava com o espírito certo. Prefiro pensar que foi assim.

Poca religión y mucha fantasía,

Chiça.

Rir, rir sem esquecer.

Posto lido, isto, e transcrito um bocadinho, ei-lo!

"Master thyself, then others shall thee beare"      
       
Pull down thy vanity

Thou art a beaten dog beneath the hail,

A swollen magpie in a fitful sun,

Half black half white

Nor knowst'ou wing from tail

Pull down thy vanity       
       
How mean thy hates

Fostered in falsity,        
      
Pull down thy vanity,

Rathe to destroy, niggard in charity,

Pull down thy vanity,

I say pull down.


But to have done instead of not doing        
      
This is not vanity

To have, with decency, knocked

That a Blunt should open       
  
To have gathered from the air a live tradition

or from a fine old eye the unconquered flame

this is not vanity.

     
Here error is all in the not done,

all in the diffidence that faltered...



Pronto,

Ezra Pound, Canto LXXXI, um bocadinho do fim.

Asneando, asneando, que mais esperavam?


Pronto.

CB, 6/2/2005

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Lua Nova em Vinhas Velhas '2009

Feito na Quinta dos Frades, de Folgosa do Douro, por João Silva e Sousa e Anselmo Mendes, a partir de um "field blend" de vinhas velhas, com mais de 90 anos, este tinto foi vinificado (metade) em cuba, a temperatura controlada, e em lagares, com pisa a pé. Não passou por madeira.

Muito escuro no copo, quase retinto, logo desde aberto surgiu dominado por basta quantidade de frutos silvestres muito maduros, acompanhados de sugestões balsâmicas e de compota. Encheu bem a boca com sabor intenso e persistente, consonante com o oferecido ao nariz, mostrando também bom volume, uma presença ao mesmo tempo cheia e fresca, de taninos redondos e boa acidez. Muito interessante, mau grado certo (vago) travo adocicado, que acompanhou toda a prova. Em suma, consistindo num esforço decente com o produto de vinhas velhas, o que é sempre de louvar, está tão longe dos melhores exemplares do género em termos de qualidade como de preço. Acompanhou bife em manteiga.

6€.

15,5

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Marquês de Marialva — Colheita Seleccionada '2010 (Branco)

O blog está em obras, o que em parte justifica as mudanças frequentes na ordenação dos posts. Quanto menos se notar, melhor. Relativamente ao vinho, que é por ele que aqui vêm, trata o post de um branco seco, produzido e engarrafado pela Adega Coop. de Cantanhede. Para o obter, as uvas, Arinto, Bical e Maria Gomes, de vinhas com idades estimadas entre os 10 e os 20 anos, foram sujeitas a desengace total e prensagem pneumática suave, tendo a fermentação alcoólica ocorrido a baixa temperatura, 16ºC.

Conforme recomendação do produtor, foi servido a aproximadamente 8ºC. A cor parece mais vincada na foto. Ananás, raspa de limão, ervas aromáticas, flores brancas. Vinho de volume mediano, textura macia e mais que razoável persistência, ligou muito bem com um filete de salmão, marinado em azeite com pimenta, limão e endro, grelhado e acompanhado de batatas cozidas, só com um bocadinho de azeite por cima. Tal como este vinho, é mais um indício de que a co-op que o produz vai no bom caminho.

Se bem me recordo, não chegam a pedir 3€ por ele.

15,5

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eu vs Comp. (5)

[Event "20/0"]
[Site "?"]
[Date "2012.06.12"]
[Round "?"]
[White "Prata, J."]
[Black "Surprise 4.3 Beta13 JA"]
[Result "1-0"]
[ECO "A45"]
[PlyCount "83"]

{Quinto de uma série de jogos sem muito que se lhes diga: eu a jogar contra
motores, sendo usualmente massacrado. Este foge à regra: ganhei e ganhei
bonito. Posto isto, será simples calcular que o oponente, Surprise 4.3 Beta 13,
motor da autoria do alemão Sven Schüle [http://www.schuelebln.de/chess] e
compilado por Jim Ablett, apesar de interessante, não será propriamente forte
(uns pálidos 1879 CCRL 40/40). Quanto a hardware, ocupou um dos processadores
virtuais do meu Pentium 4 velhote dos torneios de motores, um Northwood a
quase 3GHz, com 256MB de RAM alocados a tabelas de transposição e um livro
pequeno e variado, truncado a 7 jogadas, o HS-7moves de Harry Schnapp, que já
agora podem encontrar aqui [http://lefouduroi.pagesperso-orange.fr/hs-books.
htm].} 1. d4 Nf6 2. e3 c5 3. c3 {Um motor, mesmo fraco, é um motor. E um livro
de aberturas, mesmo curto, é um livro de aberturas. Por isso, mais uma vez,
optei por um sistema pouco ambicioso, tratando de pôr o motor a "pensar"
quanto antes e esperando ganhar algum tipo de vantagem posicional com o
desenrolar dos acontecimentos.} cxd4 4. exd4 ({Em todo o caso, parece-me mais
lógico que} 4. cxd4 {, já que abre a diagonal do Bispo de Dama.}) 4... e6 (4...
d5 {será mais natural.}) 5. Nf3 Be7 6. Bd3 O-O 7. O-O d5 {e as brancas estarão
marginalmente melhor: se o Bc8 não mexe e a ala de Dama negra está algo
subdesenvolvida, também é verdade que não existe nenhum tipo de iniciativa
imediata que permita às brancas, desde já, fazer a diferença. Nada que eu
consiga ver, pelo menos. E assim, após a continuação "natural"} 8. Bf4 {
, o meu adversário surpreendeu-me com} Nh5 {, a que respondi} 9. Bg3 {,
sacrificando deliberadamente o par de Bispos, uma vez que o recuo a e3 me
pareceu pouco natural, logo, de evitar.} Nxg3 10. hxg3 Nd7 11. Nbd2 Re8 (11...
b6 {, para tirar o Bc8,} 12. Qe2 $11) 12. Re1 Nf6 13. Ne5 Rf8 {é feio.} (13...
Bd6 {, De7, b6 e Bb7, talvez com h6 "algures", seria um plano de
desenvolvimento quiçá preverível, digo eu.}) 14. g4 {Jorge típico: depois de
tanta "cobardice posicional", uma pedrada no charco. Mas não tem nada de mal.}
Nd7 15. f4 (15. Ndf3 Nxe5 16. Nxe5 g6) 15... Nxe5 16. Rxe5 $6 {vai no espírito
da pedrada no charco, mas dá um peão...} (16. fxe5 {é melhor, isto é, contra a
reposta mais forte possível, não perde nada.}) {Que o motor não tarda em
aceitar:} 16... Bd6 17. Rh5 ({Obviamente possível era} 17. Nf3 Bxe5 18. fxe5 {
, mas para tomar esta linha de acontecimentos, antes de tudo o mais, não tinha
tomado e5 com a Torre, evitando, naturalmente, dar a qualidade.}) 17... g6 18.
Rh3 Bxf4 19. Nf3 Bd7 $6 {perde um tempo importante, que me permite lançar um
contra-ataque:} (19... f6 20. Qc2 Qc7 $17 {teria permitido às negras manter a
vantagem.}) 20. g3 Bd6 ({Melhor era} 20... f5 $1 {, se} 21. gxf4 (21. gxf5 Be3+
22. Kg2 exf5) 21... fxg4 {, com uma posição complicada, jogo fortemente
táctico e Rei branco exposto, onde as negras estarão algo melhor.}) 21. Qd2 f5
{Que mais?} 22. Qh6 Rf7 23. Ng5 Rg7 24. Nxh7 {E o peão foi recuperado, com
vantagem.} Be7 {Este tipo de jogadas "únicas" é bem mais fácil de detectar
para um motor que para um humano.} (24... fxg4 $2 {, por exemplo, é inviável,
dado que} 25. Rh1 {, com as ameaças Cg5 e Tf1, em simultâneo, ganha de
imediato para as brancas.}) 25. Re1 fxg4 $2 {Tenho dificuldades em explicar
este lance. Efeito de horizonte? Em jogo de 20min, duvido. Bug? Enfim.} ({
Era necessário} 25... Qb6 {.}) 26. Rh2 $18 Qc7 27. Re3 $6 {Displicente.} (27.
Kg2 {é mais conclusivo:} Qb6 (27... Be8 28. Rf1 $1 {e Cf6+ não se pode parar,
bem como tudo o que se lhe segue.}) 28. Bxg6 Qxb2+ 29. Kg1 $18) 27... Be8 28.
Ng5 $6 {Displicente, outra vez. É a precisão táctica do humano, pelo menos do
humano mediocre, lol.} (28. Re5 {, que, bem vistas as coisas, nem é dificil de
descortinar, é muito mais eficaz. Como parar, ao mesmo tempo, Cg5 e Cf6+?})
28... Bxg5 29. Qxg5 Bf7 (29... Rd8 {, apesar de} 30. Qxg4 Qe7 31. Rh6 {levar à
dita morte lenta, não deixa de ser mais resistente.}) 30. Qxg4 Qa5 $4 {"Em
geral, vence a partida quem comete o penúltimo erro." Karpov.} (30... e5 31.
Qh4 Kf8) 31. a3 ({Embora} 31. Rf3 {ou Dh4 sejam mais contundentes, esta jogada
não se pode considerar um erro. Mas que mostra que demorei, mesmo com o jogo
ganho, a aperceber-me do tema vencedor, disso não há duvidas.} Qc7 32. Qh4 Kf8
$18) 31... Qb6 {sad, but how else could Black save the game?} 32. Rh6 (32. Qh4
$5 {... ainda o tema do Rei engaiolado entre colunas tomadas: Tf3 e a Dama a
ameaçar mate lá ao fundo...} Kf8 33. Rf3 Qc7 34. Qg5) 32... Qxb2 (32... Rh7 {
não salva o dia:} 33. Rxh7 Kxh7 34. Bxg6+ Bxg6 35. Rxe6) 33. Qh4 Kf8 (33...
Qc1+ 34. Kg2 Qd2+ 35. Re2) 34. Rh8+ Rg8 35. Rf3 {Finalmente! :)} Qa1+ 36. Kg2
Ke8 (36... Qa2+ 37. Kh3 Rxh8 38. Qxh8+ Ke7 39. Qf6+ Kd6 40. Qe5+ Kc6 41. Rxf7)
37. Bb5+ {e o mate é forçado, e o meu honrado adversário de silicone jogou até
o levar.} Kf8 38. Rxf7+ Kxf7 39. Qf4+ Kg7 40. Qe5+ Kf7 41. Rh7+ Kf8 42. Qf6# {
O próximo vai ser um jogo que tenha feito de pretas. Já vai sendo tempo.} 1-0

sábado, 30 de junho de 2012

Fattoria Petriolo — Chianti '2009

Este vem da Azienda Agricola Petriolo, de Rignano sull'Arno, perto de Florença. Sobre a sua elaboração, não encontrei nada de concreto, cenário habitual quando perante estrangeiros manhosos. De qualquer forma, traz a indicação DOCG, logo será composto por pelo menos 70% de Sangiovese, sendo que provavelmente levará uma quantidade não negligenciável de Canaiolo, para temperar, e sabe-se lá que mais. Afirmo isto recordando que o lote clássico moderno de Ricasoli consiste em 70% de Sangiovese, 15% de Canaiolo, 10% de Malvasia branca e o resto de outras uvas locais, e assumindo que, em definitivo, este vinho não me soube a varietal, o que vale o que vale: não sou especialista em Chianti (cada vez mais acho que em nada, na vida, quanto mais em Chianti).

Cor granada. Cereja amarga e violetas, acima de tudo, especiarias e madeira velha a compor. Talvez um pouco de baunilha, pele também. Vinho de perfil clássico, morno e especiado, com acidez no limiar do suficiente para não deixar o conjunto tornar-se chocho. Apesar do corpo delgado, não mostrou qualquer tipo de desequilíbrio evidente, fosse picor, amargor ou falha de integração alcoólica (neste ponto, os seus 12,5% de volume terão ajudado). Como se espera dos exemplares do género, mostrou o seu melhor na boca, depois de umas garfadas. Terminou curto e um pouco adstringente. Lê-se no seu contra-rótulo que foi feito na tradição toscana di buona beva e felice connubio. E, de facto, é um vinho interessante, que não só se bebe bem como se revela bastante amigo da mesa, desde que não seja emparceirado com coisas demasiado robustas.

5€.

15

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sá de Baixo '2008

Tenho continuado a questionar-me sobre a continuidade deste espaço. O "Puto" já está online há uns anos e, olhando cada vez mais para trás, parece que nada mudou. Será que estagnou? Que estagnei? Que não há vontade de investir o necessário para outros voos? E se é para ser assim, nota de prova atrás de nota de prova de vinhos modestos, valerá a pena continuar? Para quê ou quem? E depois, invariavelmente, apercebo-me de que estas são falsas questões. Se, quando comecei, nada mais queria para além de um espaço na internet onde ir deixando, sem compromissos, as minhas opiniões sobre o que ia bebendo, mais que certo é que tal disposição não mudou. E sendo isso o que quero, então terei todos os motivos para estar satisfeito, pois é isso mesmo que tenho. Há que ser humilde, afastar pensamentos parasitas.

Relativamente ao vinho que hoje vos trago, trata-se, à semelhança do seu predecessor, de um duriense de perfil moderno, voltado para a fruta, modesto mas de sobeja competência, seja na hora de acompanhar comida ou conversa. Lote típico de tourigas e tintas, transmite essencialmente sugestões silvestres, com travo vagamente abaunilhado. Prontíssimo a consumir, que não é vinho de guarda. Gostei mais do da colheita anterior, no entanto.

4€.

14,5

sábado, 23 de junho de 2012

Álvaro Castro '2008

"Dão Álvaro Castro é a linha moderna dos vinhos de Álvaro Castro, uma imagem mais universal para vinhos que, mantendo todo o perfil da quinta, fazem a ponte entre a vinha e o mundo", lê-se no sítio que o produtor mantém na internet. Este vinho, elaborado a partir das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen, fermentou em inox, a temperatura controlada, e estagiou durante um ano em barricas usadas de carvalho francês.

Chá, folhas, flores de violeta e frutos silvestres. Interessante a forma como se foi fazendo sentir ao longo de toda a passagem pela boca, distribuindo matizes frutados com um toque de especiaria em pano de fundo. Relativamente simples, sim, mas fluido e harmonioso. Também o fim de boca me pareceu bem razoável. É um vinho que surge na linha dos seus predecessores — tanto o representante da colheita de 2006 como o da de 2007 já passaram por estas páginas — e que, tal como eles, não espantando, transmite uma presença ao mesmo tempo sólida e alegre, de coisa fixe, que se quer por perto. E que, pelo menos comigo, tem funcionado.

7€.

15,5

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cake — B-Sides and Rarities

Mais Cake.

#6, Strangers in the Night. Sim, é cover do clássico popular tão odiado por Sinatra — "the worst fucking song that I have ever heard" terá sido apenas um dos mimos que este lhe votou.


E é difícil perceber porquê.

Mas não é do velho tio Frank que o post trata, deixemo-lo em paz.

Este disco traz covers dos Sabbath, de Kenny Rogers, Barry White, versões porreiras de originais ao vivo e, acredite quem quiser, um cheiro intenso e perpassante que era suposto ser de uva (mas, foda-se, não é).

terça-feira, 19 de junho de 2012

Pontual — Touriga Nacional & Trincadeira '2006

Alentejano produzido por PLC — Companhia de Vinhos do Alandroal. Não consegui apurar praticamente nada acerca dele, para além de se tratar de um lote de Trincadeira e Touriga Nacional, uvas provenientes de solos xistosos da região do Alandroal, e de ter estagiado, dizem e nota-se, em barricas de carvalho francês e americano, durante uns meses.

Cor granada. Licor e café. Não peca por falta de força ou acidez, mas a sensação predominante durante a prova, e aquela que, em última análise, acaba por ficar, é de algo morno, especiado, aconchegante. Mostra taninos já completamente polidos e, não se podendo considerar delicado, tende para a magreza. Já terá passado do ponto, mas mesmo assim, evoluído, encontra-se numa fase bastante agradável.

6€.

15