segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mouras de Arraiolos — Grande Escolha '2007

Tinto alentejano, produzido e engarrafado nas imediações de Arraiolos, que como todos sabem, ou deviam saber, é uma simpática vila localizada um pouco a norte de Évora. O produtor fala de um lote de Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet e Syrah, fermentação em cubas a temperatura controlada e estágio de um ano em barricas novas de carvalho francês, o que é super genérico e deverá parecer redundante a raiar o parvo, sempre que introduzo um vinho. E é verdade que podia economizar palavras, adoptar uma toada menos repetitiva, bastando para tal, por exemplo, falar por alto do processo de elaboração e/ou estágio apenas quando tal apresentasse algo de novo, curioso ou relevante para o que usualmente se lhe segue. Podia, mas ainda não estou a fazê-lo. Um bocadinho de "meta-putobebe", já fazia tempo que não saía, hein? Odioso, hein? Também é verdade que o tom repetitivo tem o seu quê de propositado, mesmo nas coisas mostradas, no timing forçado entre as coisas mostradas. O Puto, sendo do coração, tem coisas de coisa não natural. Ok. Abri a garrafa nº 7707 de 35000 produzidas.

E o vinho que encontrei lá dentro pareceu-me ter cor escura e aroma a frutos pretos e vermelhos, mais tosta no princípio e mais vegetal seco e especiarias, traço distintivo do Cabernet, após algum tempo no copo. Achei o sabor intenso e bastante macio, com amora e ameixa, alguma acidez, algum calor, uma ligeira, mas visível, dissonância entre os dois, também, e um final razoável, com sugestões de café. Vinho simpático, fácil e natural, polido sem parecer "montado" ou "fabricado", defeito que várias vezes apontei a outras coisas — de outras gamas, também é verdade — do produtor. Não exige comida intensa ou pesada, mas não se porta nada mal com ela. E apesar de já estar fixe, poderá valer a pena guardá-lo mais dois anos ou assim.

6€

16

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Encosta de Mouros — Syrah '2009

Monoscasta Syrah produzido pela Adega Coop. de Mealhada, produtor que aparenta, infelizmente, ainda não ter presença na web. Abri a garrafa nº 47 de 7243 produzidas. No contra-rótulo lê-se que fermentou a temperatura controlada, tendo sido sujeito a regulares délestages. Aparte: neste processo, que os anglófonos incluem nos mais badalados rack-and-return, a manta acumula-se no fundo da cuba à medida que o mosto vai sendo drenado, mosto esse que depois é devolvido ao fermentador pelo topo, usualmente bombeado. À medida que isto acontece, vão-se separando grainhas (por fricção) das uvas, digamos, partidas, grainhas essas que podem, e usualmente são, em parte, removidas. Este processo pode ser repetido amiudadas vezes, em certos casos diariamente, até a fermentação alcoólica terminar. A ideia é simples: maximizar a extracção sem endurecer o vinho (taninos) em demasia. Ou seja: mais cor, pelo menos.

A bebida foi servida directamente da garrafa, aberta meia hora antes. Devia estar a 15 ou 16ºC e foi certamente ganhando calor com a permanência à mesa. A par da fruta, negra mas austera, começou por mostrar azeitona verde e interessantes notas especiadas, de tom quente, que se foram tornando mais negras e profundas com o ar. Na boca, volume e persistência medianos, com acidez considerável e taninos, apesar de tudo, às vezes um pouco rudes. Actualmente com três anos, está simples e ainda algo preso. Penso — e espero — que o seu melhor ainda estará por mostrar. Syrah de clima frio, pareceu-me ter bastante a ver com este, tanto em termos de estilo como de execução.

5€.

15

terça-feira, 10 de julho de 2012

Apesar de não ter tido de o tirar do ar, comentei há dias que o blogue estava em obras. OK, intervenção terminada, por agora.

Principais mudanças: janelas com vídeo em "os meus filmes" e "os meus discos" novamente funcionais, os iframes com música assentes no nifty player finalmente aparecem no Internet Explorer — parece que o problema estava em quão quadrado o bom velho exploder pode ser na interpretação dos tipos MIME, logo a solução consistiu, tão simplesmente, em forçar, no header de cada post, a especificação do tipo de conteúdo presente. Cheguei a pensar em usar SWFObject para uma solução quiçá mais definitiva, mas se assim aparenta estar resolvido, não mexo mais (a preguiça, o desleixo, o facto de não me pagarem, o facto de ter uma vida). Embora este seja trabalho mais ou menos invisível, há que contar ainda que toda a estrutura do blogue foi arquivada e alguns enlaces descontinuados, removidos. Por tratar, se possível, fica a forma como os iframes com jogos de xadrez (não) são disponibilizados através do navegador padrão do Android. Mas esse, estou convencido, será um problema mais das calças que do cu. Normalidade retomada, finalmente! Talvez reencontre a vontade de aqui deixar conteúdo, quem sabe? :)

José de Sousa '2010

Alentejano de Reguengos de Monsaraz, foi feito com uvas Grand Noir (45%), Trincadeira (35%) e Aragonês, provenientes dos solos graníticos da Herdade do Monte da Ribeira. A respeito da sua vinificação, diz a ficha técnica que "pequena parte" fermentou em potes de barro, à antiga Romana, tendo o restante sofrido tratamento mais ortodoxo, pelo menos nos dias de hoje, em cubas de inox, a temperatura controlada. 30% do lote final passou o estágio de 8 meses que antecedeu o engarrafamento em barricas novas de carvalho americano e francês; o demais, em madeira de um ano.

Evidente tentativa de perfil fresco, porventura mais natural noutras latitudes e/ou altitudes, mostrou, ainda assim, alguma boa fruta, essencialmente preta, secundada por notas de passas, folha de tabaco e especiarias. Já a noite ia longa quando, mais ao fundo do palato médio e no fim de boca, cacau e café. Presença firme, mas algo delicada, deu-se melhor com umas codornizes grelhadas que com a feijoada explosiva com que inicialmente o pensámos ligar.

A garrafa foi enviada pelo produtor, que recomenda um preço de 7,49€.

15

domingo, 8 de julho de 2012

Velharias (33)

As noites passadas a sós são diferentes.

Na parvónia, lauto jantar ido, whisky, talvez gin, cigarros, net.

Na net, fala-se com quem devia estar, e estará, mas até que volte.

Saudades satisfeitas não necessitam de contexto, afinal.

Pobres Irmãos de tempos idos, demasiado ocupados nas suas rotinas. . . quem as tem. . .

Quem as tem?

Hoje, como ontem, comi e na net falo à espera do nascer do sol.

Sol maior menor, nasce uns minutos depois do último sonho e nunca se põe.

E a rotina é tentadora.

Acordar, comer, net, banho, café, net, banho, comer, net, dormir.

E cigarros, cigarros, cigarros no decurso de —

Dormir, esperar que esta semana passe, esta semana de noites sós.

Dormir. Adormecer com a manhã,

Sem droga, quarenta cigarros por dia. (Tenho mesmo de pensar em reduzir.)

Depois, deitar-me, teclar, demasiado desinteressado pelo que quer que seja para o escrever.

Pesadíssimo, ler, a ler,

Hoy, ayer.

Sim, e que lês tu, menino?

Leio olhos sem olhar para eles. Perfurantes.

Como se pensasse "Inferno, meteram-me aqui, não pedi nada disto, só quero foder esta merda toda", mas em silêncio.

Porque são os olhos que não falam aqueles que mais magoam.

Aqueles olhos brancos, de cego, que dizem morte, ou nada, talvez.

Dizem que assim olhava Pound, às vezes, evidentemente.

Acontece-me pôr esses olhos, pensar Pound, sentir Pound, mas claro que não consigo.

Afinal, ainda não cheguei a velho.

A minha mulher está viva.

Ainda não me internaram na psiquiatria, pancada e choques eléctricos à hora do filet mignon.

Afinal, embora me sinta beaten, ainda não me sinto broken. Sou novito, e nem é aquela coisa related to ter tido uma vida melhor do que a dele.

Prende-se mais com não ter tido a d'Ele.

Ou, simplesmente, não ter tido. Não ter.

Também não sou anglófono. Como vós, vivo acorrentado a uma língua morta há tanto tempo que já nem esqueleto deve haver. Normalmente, não penso muito nisso.

Pound, anglófono. Os anglófonos nunca chegam a atinar bem com o género. Das palavras, nas nossas línguas latinas.

Taishan is attended of loves

under Cythera, before sunrise

and he said: "Hay aquí mucho

catolicismo
(sounded catolithismo)

y muy poco reliHión"


Poco? Ou Poca? Ou Paco?!

Ou atinou com o género e foi mal transcrito.

Ou atinou com o género e estava com o espírito certo. Prefiro pensar que foi assim.

Poca religión y mucha fantasía,

Chiça.

Rir, rir sem esquecer.

Posto lido, isto, e transcrito um bocadinho, ei-lo!

"Master thyself, then others shall thee beare"      
       
Pull down thy vanity

Thou art a beaten dog beneath the hail,

A swollen magpie in a fitful sun,

Half black half white

Nor knowst'ou wing from tail

Pull down thy vanity       
       
How mean thy hates

Fostered in falsity,        
      
Pull down thy vanity,

Rathe to destroy, niggard in charity,

Pull down thy vanity,

I say pull down.


But to have done instead of not doing        
      
This is not vanity

To have, with decency, knocked

That a Blunt should open       
  
To have gathered from the air a live tradition

or from a fine old eye the unconquered flame

this is not vanity.

     
Here error is all in the not done,

all in the diffidence that faltered...



Pronto,

Ezra Pound, Canto LXXXI, um bocadinho do fim.

Asneando, asneando, que mais esperavam?


Pronto.

CB, 6/2/2005

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Lua Nova em Vinhas Velhas '2009

Feito na Quinta dos Frades, de Folgosa do Douro, por João Silva e Sousa e Anselmo Mendes, a partir de um "field blend" de vinhas velhas, com mais de 90 anos, este tinto foi vinificado (metade) em cuba, a temperatura controlada, e em lagares, com pisa a pé. Não passou por madeira.

Muito escuro no copo, quase retinto, logo desde aberto surgiu dominado por basta quantidade de frutos silvestres muito maduros, acompanhados de sugestões balsâmicas e de compota. Encheu bem a boca com sabor intenso e persistente, consonante com o oferecido ao nariz, mostrando também bom volume, uma presença ao mesmo tempo cheia e fresca, de taninos redondos e boa acidez. Muito interessante, mau grado certo (vago) travo adocicado, que acompanhou toda a prova. Em suma, consistindo num esforço decente com o produto de vinhas velhas, o que é sempre de louvar, está tão longe dos melhores exemplares do género em termos de qualidade como de preço. Acompanhou bife em manteiga.

6€.

15,5

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Marquês de Marialva — Colheita Seleccionada '2010 (Branco)

O blog está em obras, o que em parte justifica as mudanças frequentes na ordenação dos posts. Quanto menos se notar, melhor. Relativamente ao vinho, que é por ele que aqui vêm, trata o post de um branco seco, produzido e engarrafado pela Adega Coop. de Cantanhede. Para o obter, as uvas, Arinto, Bical e Maria Gomes, de vinhas com idades estimadas entre os 10 e os 20 anos, foram sujeitas a desengace total e prensagem pneumática suave, tendo a fermentação alcoólica ocorrido a baixa temperatura, 16ºC.

Conforme recomendação do produtor, foi servido a aproximadamente 8ºC. A cor parece mais vincada na foto. Ananás, raspa de limão, ervas aromáticas, flores brancas. Vinho de volume mediano, textura macia e mais que razoável persistência, ligou muito bem com um filete de salmão, marinado em azeite com pimenta, limão e endro, grelhado e acompanhado de batatas cozidas, só com um bocadinho de azeite por cima. Tal como este vinho, é mais um indício de que a co-op que o produz vai no bom caminho.

Se bem me recordo, não chegam a pedir 3€ por ele.

15,5

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eu vs Comp. (5)

[Event "20/0"]
[Site "?"]
[Date "2012.06.12"]
[Round "?"]
[White "Prata, J."]
[Black "Surprise 4.3 Beta13 JA"]
[Result "1-0"]
[ECO "A45"]
[PlyCount "83"]

{Quinto de uma série de jogos sem muito que se lhes diga: eu a jogar contra
motores, sendo usualmente massacrado. Este foge à regra: ganhei e ganhei
bonito. Posto isto, será simples calcular que o oponente, Surprise 4.3 Beta 13,
motor da autoria do alemão Sven Schüle [http://www.schuelebln.de/chess] e
compilado por Jim Ablett, apesar de interessante, não será propriamente forte
(uns pálidos 1879 CCRL 40/40). Quanto a hardware, ocupou um dos processadores
virtuais do meu Pentium 4 velhote dos torneios de motores, um Northwood a
quase 3GHz, com 256MB de RAM alocados a tabelas de transposição e um livro
pequeno e variado, truncado a 7 jogadas, o HS-7moves de Harry Schnapp, que já
agora podem encontrar aqui [http://lefouduroi.pagesperso-orange.fr/hs-books.
htm].} 1. d4 Nf6 2. e3 c5 3. c3 {Um motor, mesmo fraco, é um motor. E um livro
de aberturas, mesmo curto, é um livro de aberturas. Por isso, mais uma vez,
optei por um sistema pouco ambicioso, tratando de pôr o motor a "pensar"
quanto antes e esperando ganhar algum tipo de vantagem posicional com o
desenrolar dos acontecimentos.} cxd4 4. exd4 ({Em todo o caso, parece-me mais
lógico que} 4. cxd4 {, já que abre a diagonal do Bispo de Dama.}) 4... e6 (4...
d5 {será mais natural.}) 5. Nf3 Be7 6. Bd3 O-O 7. O-O d5 {e as brancas estarão
marginalmente melhor: se o Bc8 não mexe e a ala de Dama negra está algo
subdesenvolvida, também é verdade que não existe nenhum tipo de iniciativa
imediata que permita às brancas, desde já, fazer a diferença. Nada que eu
consiga ver, pelo menos. E assim, após a continuação "natural"} 8. Bf4 {
, o meu adversário surpreendeu-me com} Nh5 {, a que respondi} 9. Bg3 {,
sacrificando deliberadamente o par de Bispos, uma vez que o recuo a e3 me
pareceu pouco natural, logo, de evitar.} Nxg3 10. hxg3 Nd7 11. Nbd2 Re8 (11...
b6 {, para tirar o Bc8,} 12. Qe2 $11) 12. Re1 Nf6 13. Ne5 Rf8 {é feio.} (13...
Bd6 {, De7, b6 e Bb7, talvez com h6 "algures", seria um plano de
desenvolvimento quiçá preverível, digo eu.}) 14. g4 {Jorge típico: depois de
tanta "cobardice posicional", uma pedrada no charco. Mas não tem nada de mal.}
Nd7 15. f4 (15. Ndf3 Nxe5 16. Nxe5 g6) 15... Nxe5 16. Rxe5 $6 {vai no espírito
da pedrada no charco, mas dá um peão...} (16. fxe5 {é melhor, isto é, contra a
reposta mais forte possível, não perde nada.}) {Que o motor não tarda em
aceitar:} 16... Bd6 17. Rh5 ({Obviamente possível era} 17. Nf3 Bxe5 18. fxe5 {
, mas para tomar esta linha de acontecimentos, antes de tudo o mais, não tinha
tomado e5 com a Torre, evitando, naturalmente, dar a qualidade.}) 17... g6 18.
Rh3 Bxf4 19. Nf3 Bd7 $6 {perde um tempo importante, que me permite lançar um
contra-ataque:} (19... f6 20. Qc2 Qc7 $17 {teria permitido às negras manter a
vantagem.}) 20. g3 Bd6 ({Melhor era} 20... f5 $1 {, se} 21. gxf4 (21. gxf5 Be3+
22. Kg2 exf5) 21... fxg4 {, com uma posição complicada, jogo fortemente
táctico e Rei branco exposto, onde as negras estarão algo melhor.}) 21. Qd2 f5
{Que mais?} 22. Qh6 Rf7 23. Ng5 Rg7 24. Nxh7 {E o peão foi recuperado, com
vantagem.} Be7 {Este tipo de jogadas "únicas" é bem mais fácil de detectar
para um motor que para um humano.} (24... fxg4 $2 {, por exemplo, é inviável,
dado que} 25. Rh1 {, com as ameaças Cg5 e Tf1, em simultâneo, ganha de
imediato para as brancas.}) 25. Re1 fxg4 $2 {Tenho dificuldades em explicar
este lance. Efeito de horizonte? Em jogo de 20min, duvido. Bug? Enfim.} ({
Era necessário} 25... Qb6 {.}) 26. Rh2 $18 Qc7 27. Re3 $6 {Displicente.} (27.
Kg2 {é mais conclusivo:} Qb6 (27... Be8 28. Rf1 $1 {e Cf6+ não se pode parar,
bem como tudo o que se lhe segue.}) 28. Bxg6 Qxb2+ 29. Kg1 $18) 27... Be8 28.
Ng5 $6 {Displicente, outra vez. É a precisão táctica do humano, pelo menos do
humano mediocre, lol.} (28. Re5 {, que, bem vistas as coisas, nem é dificil de
descortinar, é muito mais eficaz. Como parar, ao mesmo tempo, Cg5 e Cf6+?})
28... Bxg5 29. Qxg5 Bf7 (29... Rd8 {, apesar de} 30. Qxg4 Qe7 31. Rh6 {levar à
dita morte lenta, não deixa de ser mais resistente.}) 30. Qxg4 Qa5 $4 {"Em
geral, vence a partida quem comete o penúltimo erro." Karpov.} (30... e5 31.
Qh4 Kf8) 31. a3 ({Embora} 31. Rf3 {ou Dh4 sejam mais contundentes, esta jogada
não se pode considerar um erro. Mas que mostra que demorei, mesmo com o jogo
ganho, a aperceber-me do tema vencedor, disso não há duvidas.} Qc7 32. Qh4 Kf8
$18) 31... Qb6 {sad, but how else could Black save the game?} 32. Rh6 (32. Qh4
$5 {... ainda o tema do Rei engaiolado entre colunas tomadas: Tf3 e a Dama a
ameaçar mate lá ao fundo...} Kf8 33. Rf3 Qc7 34. Qg5) 32... Qxb2 (32... Rh7 {
não salva o dia:} 33. Rxh7 Kxh7 34. Bxg6+ Bxg6 35. Rxe6) 33. Qh4 Kf8 (33...
Qc1+ 34. Kg2 Qd2+ 35. Re2) 34. Rh8+ Rg8 35. Rf3 {Finalmente! :)} Qa1+ 36. Kg2
Ke8 (36... Qa2+ 37. Kh3 Rxh8 38. Qxh8+ Ke7 39. Qf6+ Kd6 40. Qe5+ Kc6 41. Rxf7)
37. Bb5+ {e o mate é forçado, e o meu honrado adversário de silicone jogou até
o levar.} Kf8 38. Rxf7+ Kxf7 39. Qf4+ Kg7 40. Qe5+ Kf7 41. Rh7+ Kf8 42. Qf6# {
O próximo vai ser um jogo que tenha feito de pretas. Já vai sendo tempo.} 1-0