quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Prazo de Roriz '2009

Produzido com uvas das Quintas da Perdiz e de Roriz, foi engarrafado em Março de 2011.

Intenso como se espera de um bom Douro, com notória componente etérea no nariz e muitas notas de fruta. Tem amora silvestre e cereja, toque especiado, talvez alcatrão — barrica.

Barrica que não achei excessiva. Neste momento está muito composto, a forma como enche a boca, como se sente na língua. E terá, certamente, algum potencial de envelhecimento.

Com um aromático javali estufado, com zimbro, proporcionou momentos quase extraordinários. A acompanhar pão e Brie, nem por isso. Mea culpa.

9€.

16

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

domingo, 29 de dezembro de 2013

Herdade do Portocarro '2009

Este vinho também tem a fruta escura e evoluída e as folhas de tabaco e eucalipto secas ao sol que encontrei no do post anterior. No entanto, é completamente diferente, robusto, com fruta carregada em destaque e um cheiro característico, que costumo encontrar em tintos que na sua elaboração de alguma forma passaram tempo em vasilhas de madeira de grande capacidade.

Sugestão, talvez, porque este é um vinho cujos predicados conheço. Terá também sido por sugestão que a dada altura me pareceu que de facto levava Alfrocheiro? Não foi pelas flores que lá fui, que não abundam. Nem pela estrutura bem definida, de acidez e taninos firmes, bons. O vegetal seco, a forma como me pareceu vincado o carácter escuro da fruta, possíveis pistas.

Foi obtido a partir das castas Aragonês, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon, com fermentação em balseiros e posterior estágio (um ano) em barricas de carvalho francês. O produtor é José A.L. da Mota Capitão, com enologia de Paulo Laureano. A edição de 2007 marcou presença nestas páginas.

8€.

16,5

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Vanessa Daou — Make You Love

Gosto da Vanessa Daou e acho estranho que não seja mais popular. Talvez lhe falte imediatismo, talvez seja demasiado polida para as massas.



Este álbum é de 2000. Às vezes dou por mim a pensar que a electrónica que gosto de ouvir é toda mais ou menos desta altura. Ou melhor, que poucas coisas do género posteriores a, digamos, 2005 ou 2006 me agradam minimamente.

Mas suspeito que o mundo não tenha realmente deixado de produzir electrónica fixe há meia dúzia de anos atrás. Talvez o tempo de algumas dessas coisas, as certas para mim, ainda não tenha chegado.

Ou então isto sou eu a entrar na idade a partir da qual a maior parte de nós começa a ficar sem paciência para conhecer músicas novas. O que, se for o caso, é uma merda, e nem dói.

O áudio é da faixa nº 6, Love child, Mona Lisa smile / Stranger than a summer snow / Love child will drive you wild / Then she'll get up and go.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sino da Romaneira '2010

É o segundo vinho da Quinta da Romaneira, de Cotas, Alijó. As castas são Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão, cepas com cerca de 25 anos. Foi engarrafado em Junho de 2012, após 14 meses de maturação em barrica.

Vertido directamente da garrafa, não precisou de tempo no copo para confirmar o que já tinha lido sobre ele, tinto fresco, delgado por opção, com uns toques de especiaria a transmitirem interesse adicional às flores e frutos negros da praxe — merece destaque o retrato da ginja.

Foi, aliás, nas especiarias que lhe encontrei maior interesse, riqueza que não sendo ímpar na gama em que ele se insere, não deixa por isso de estar muito bem. As passas, também de figo, o louro, o eucalipto, a folha de tabaco. Ligeiro, disponível, mas maduro. Coisa fina.

Pareceu-me ainda, a dada altura, que sugeria marmelada (de marmelo) com nozes, mas isso talvez já tenha sido, acima de tudo, filme meu.

10€.

16

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Estou a voltar àquela fase em que pouco me apetece fazer para além de ver programas de computador jogar xadrez entre si. Acontece todos os anos. O último torneio que iniciei tem proporcionado alguns jogos bons, dos quais aqui deixo dois, mais que por não me ocorrer melhor assunto para um post, porque realmente traduzem aquilo que tenho andado a fazer nestes últimos dias.

[Event ""]
[White "Zap!Chess Zanzibar"]
[Black "Cheng4 0.35"]
[Site ""]
[Round ""]
[Annotator ""]
[Result "1-0"]
[Date ""]
[PlyCount "89"]

1. c4 e5 2. g3 Nf6 3. Bg2 Nc6 4. Nc3 Bb4 5. Nd5 Bc5 6. e3 0-0 7. Ne2 Re8 8. 0-0 Nxd5 9. cxd5 Ne7 10. d4 exd4 11. Nxd4 c6 12. Nb3 Bb6 13. d6 Ng6 14. Bd2 Qf6 15. Bc3 Qe6 16. a4 a5 17. Rc1 Rd8 18. f4 Nf8 19. Kh1 Qh6 20. e4 Re8 21. e5 Ra6 22. Qf3 Qe6 23. Nd2 Qf5 24. Nc4 Ba7 25. Qe2 Bc5 26. Nxa5 b6 27. Nc4 Rxa4 28. b3 Ra7 29. b4 b5 30. bxc5 bxc4 31. Be4 Qh3 32. f5 Bb7 33. Rf4 Qh6 34. Rb1 Ra3 35. Rh4 Qg5 36. Rg4 Qh6 37. Bd2 Ra2 38. Bxh6 Rxe2 39. Rxg7+ Kh8 40. Rg4 Rxe4 41. Rxe4 Ba6 42. Rg4 Bc8 43. e6 dxe6 44. Bg7+ Kg8 45. Be5+ 1-0

[Event ""]
[White "Shredder 8"]
[Black "Frenzee 3.5.19"]
[Site ""]
[Round ""]
[Annotator ""]
[Result "1-0"]
[Date ""]
[PlyCount "79"]

1. d4 d5 2. c4 c6 3. Nc3 Nf6 4. Nf3 dxc4 5. a4 Bf5 6. e3 e6 7. Bxc4 Bb4 8. 0-0 Nbd7 9. Qe2 Bg6 10. e4 Bxc3 11. bxc3 Nxe4 12. Ba3 Nb6 13. Bb3 Nxc3 14. Qb2 Ne4 15. a5 Nd7 16. a6 bxa6 17. Rac1 Qb6 18. Rfe1 Rb8 19. Re3 Kd8 20. Qa1 a5 21. Ba4 Nef6 22. Rb3 Qxb3 23. Bxb3 Rxb3 24. d5 exd5 25. Nd4 Rb6 26. Nxc6+ Kc8 27. Bd6 Kb7 28. Nxa5+ Ka8 29. Nc6 Rb7 30. Qa6 Rc8 31. Ra1 Rxc6 32. Qxc6 Bd3 33. Qc8+ Nb8 34. Be5 Bb5 35. Qd8 Bd7 36. Qf8 Be6 37. Qxg7 Nfd7 38. Bxb8 Nxb8 39. Qxh7 Nd7 40. h4 1-0

domingo, 15 de dezembro de 2013

Caves S. João — Reserva '2007

Lote clássico, composto por Baga da Bairrada e Touriga Nacional do Dão em partes iguais, este vinho passou um ano em barricas de carvalho francês antes de ser engarrafado. Abri a garrafa nº 8216 de 9530.

No nariz, a parte bairradina do lote aparentou dominar. Eram evidentes as marcas da Baga atlântica. Na boca, este carácter surgiu bem menos duro que o esperado, certamente por influência da parte "Dão" presente.

Muito fresco, impressionou pela forma como a fruta, séria e contida, nos antípodas do objectivamente doce, também se mostrou sempre cheirosa e sumarenta. De corpo, sem ser imponente, pareceu-me durinho e bem torneado.

Estava mais macio no dia seguinte, ainda sem indícios perceptíveis de oxidação, e mostrou umas sugestões interessantes de moca, mais evidentes no e após o fim de boca. Enfim, um muito bom vinho, agora e provavelmente daqui a dez anos.

7€.

16,5

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Caves S. João — Reserva '2000

É macio e delicado, mas tem vindo a manter-se firme, de tal forma que sem esconder a idade que tem, não me pareceu ter apresentado, mais uma vez, indícios notórios de que esteja para morrer já.

Cheirou a couro, café e folha de tabaco seca. Aromas marcadamente terciários que ainda não se sobrepõem ao cerne de fruta que envolvem, fruta negra bem transformada, com compota e azeitonas.

Esta foi a garrafa nº 17799 de 59048 produzidas e acompanhou um jantar simples, daqueles que preparo para mim quando tenho de ser eu a cozinhar. Codornizes seladas na panela e acabadas no forno e cogumelos shimeji salteados com molho de soja.

Dias depois provei o do post seguinte.

7€.

16

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Granja-Amareleja — Reserva '2011

O produtor terá renovado a sua presença na web, julgo.

Moreto, Alfrocheiro e Aragonês. Cheira a ameixa, passas, rama de tomateiro, tabaco, cacau. Coisas quentes, escuras, cheias de sabor mas nem por isso polpudas ou sumarentas.

Penso também lhe ter apanhado algo mineral, talvez terra seca, não tanto barro, borralha de azeite, como aliás encontro em tantos vinhos, pinho e álcool, a parte fresca, vagamente etérea, do bouquet.

E não custa nada a beber. O porte é mediano e a intensidade, satisfatória. Tem boa acidez, não é nada chato. Custa perceber a negatividade com que alguns falam dele.

10€.

16