
domingo, 27 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
Brancos de 2013 da José Maria da Fonseca — BSE, Periquita e Montado
As garrafas foram oferecidas pelo produtor e em todas encontrei juventude, polimento, peso mediano e boa aptidão para acompanhar petiscos.
Lote de Antão Vaz, Fernão Pires e Arinto, de nariz suave e paladar equilibrado, com frutos brancos, o Branco Seco Especial mantém o perfil que sempre lhe conheci (atenção que ainda sou novo). E continua, para mim, a ser o mais fácil, o mais fresco e também o mais versátil destes três vinhos.
O Periquita, feito de Verdelho, Viognier e Viosinho, estará ainda um pouco mais sóbrio que no ano passado, talvez devido à retirada por completo do Moscatel do lote.
O Montado, proveniente da zona de Reguengos de Monsaraz, muito simples, de toque glicerinado, começou a ser bebido demasiado frio, e aí fez lembrar pêra, mas depois evoluiu para um perfil bem mais reconhecível, bem alentejano, francamente tropical. As castas são Alva, Tamarez e Rabo de Ovelha.
Talvez porque não considero a ligeireza uma objecção, gostei mais do BSE (3,50€, 15), concedendo, no entanto, que será o Periquita (3,99€, 15) o mais redondo e acabado dos três. Quanto ao Montado (2,99€, 14), é vinho de combate, mas daqueles que não comprometem.
Lote de Antão Vaz, Fernão Pires e Arinto, de nariz suave e paladar equilibrado, com frutos brancos, o Branco Seco Especial mantém o perfil que sempre lhe conheci (atenção que ainda sou novo). E continua, para mim, a ser o mais fácil, o mais fresco e também o mais versátil destes três vinhos.
O Periquita, feito de Verdelho, Viognier e Viosinho, estará ainda um pouco mais sóbrio que no ano passado, talvez devido à retirada por completo do Moscatel do lote.
O Montado, proveniente da zona de Reguengos de Monsaraz, muito simples, de toque glicerinado, começou a ser bebido demasiado frio, e aí fez lembrar pêra, mas depois evoluiu para um perfil bem mais reconhecível, bem alentejano, francamente tropical. As castas são Alva, Tamarez e Rabo de Ovelha.
Talvez porque não considero a ligeireza uma objecção, gostei mais do BSE (3,50€, 15), concedendo, no entanto, que será o Periquita (3,99€, 15) o mais redondo e acabado dos três. Quanto ao Montado (2,99€, 14), é vinho de combate, mas daqueles que não comprometem.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Flavium — Premium '2008
Bebi na semana passada uma garrafa deste varietal Mencía (Jaen), produzido por Vinos de Arganza na D.O. Bierzo, que fica situada no noroeste da província de Castilla y León. É um vinho de 3,50€, que estagiou (mesmo) em barricas durante 18 meses e foi classificado, pouco depois de ter saído para o mercado, com uns generosos 90 pontos por Jay Miller, da The Wine Advocate.Muito sucintamente, fazem este vinho a cereja, a ginja e o cacau, tudo em tons bem escuros, sendo também manifesta a presença de especiarias doces (canela e outras) e mato balsâmico, com louro e eucalipto. Mais subtis, algumas notas de evolução, como folha de tabaco e couro, tão equilibradas quanto previsíveis.
A par da boa prestação no campo dos cheiros, mostra-se bastante composto na boca, elevado por uma acidez que o torna fresco, apesar de todo aquele carácter escuro já referido, e amparado por taninos macios, bem trabalhados. A relação custo/benefício que representa, na gama de preços em que o colocaram, será praticamente imbatível.
3,50€.
16
sábado, 29 de março de 2014
Tiga — Sexor
Ocorreu-me há tempos que podia tentar preservar algumas daquelas ideias de merda que surgem quando me estou a charrar na varanda, e sei que não estava presente a intenção de reservar desde logo a possibilidade de um dia aqui vir a deixar algo a respeito, de preferência com um mínimo de préstimo. Pelo menos no princípio, pelo menos em consciência. Mas várias semanas volvidas, apenas um espécime no bloco de notas: Do Haxixe (1). Eu gosto de ter frio. Ter frio faz-me ter cocó.Mudando de assunto, voltei a ouvir o Tiga regularmente, mas agora gosto. A S. acha que no princípio, quando era novidade, eu dizia que não gostava do Tiga só por ela gostar, mas nunca foi bem assim. É electro com mensagem, polido, dançável, um bocado vaidoso, às vezes fodidamente gay. Mas não necessariamente gay, acho, o que nem sequer interessa, dado que o simples facto de produzir electro com mensagem já torna o Tiga, se não louvável, uma adição interessante ao mundo. Alguns chamam a isto house, e talvez também o seja, de facto.
Ah, o post simples, mega curto, que nada tem de meu excepto palha, e agora também as queixas do costume. O picar o ponto.
sábado, 22 de março de 2014
Reguengos — Garrafeira dos Sócios '2004
Há talvez apenas uns meses atrás, dificilmente admitiria a possibilidade de deixar de aqui vir regularmente. Ver o mail, publicar qualquer coisita. Agora espanta-me a facilidade com que aqui não venho. Mas continuo a reparar nas coisas que bebo, e como hoje parece haver tempo e disponibilidade para umas notas breves, vou tentar.Foi uma garrafa de "Garrafeira dos Sócios" da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz. Acho que a guardei durante um ano ou mais na arca climatizada, mas por algum motivo de que já não me lembro, acabei por abri-la num dia de semana qualquer, com um jantar normal.
Castelão, Trincadeira e Aragonês. Unidade nº 5048 das 54208 que se encheram dessa colheita. Ao primeiro dia, muito fechado. Bebi um copo com o jantar, mas foi só. Mais interessante no dia seguinte, especiado, com tabaco, folha de tabaco seca ao sol, e noz moscada. Bem macio, envolvente morno, afável. Fim de boca relevante.
As coisas, em geral, não me têm andado a saber como antigamente. Talvez ande ligeiramente deprimido. Este vinho emprestou-me conforto.
16€.
17
sábado, 8 de março de 2014
Terras do Anjo '2010
Vinho Regional Lisboa, produzido e engarrafado pela Quinta do Pinto, de Alenquer. Fermentou em cubas de alvenaria, durante 14 dias, pelo efeito de leveduras autóctones e fez a maloláctica em barricas de carvalho francês de segunda utilização, onde parte do volume final estagiou durante mais 9 meses.Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. Intenso e encorpado, trouxe consigo frutos pretos, leve vegetal seco e pimenta. Também tostados de barrica, bem integrados no conjunto. Apesar de macio, fácil de beber, pela robustez apresentada, acaba por ir melhor com comida.
Será, de facto, um vinho internacionalizado, como já ouvi chamar-lhe, mas é evidente que não lhe falta carácter. Ora, para ser justo dizer que o mesmo não acontece com aquilo a que alguns chamam tipicidade regional, seria preciso definir primeiro qual é a dos vinhos da região de Lisboa, e depois, mas ainda mais importante, que ele tivesse sido feito para a ter.
9€.
16
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Encostas do Bussaco — Merlot '2010
Comprei este vinho por pura e simples curiosidade, num supermercado. Trata-se de um varietal Merlot, produzido pela Adega Coop. de Mealhada para a empresa que a explora desde Outubro de 2011, as Caves Avelar. O contra-rótulo não adianta informação a seu respeito e o Google não sabe dele. Abri a garrafa nº 417 de 1460.Curiosidade porque apesar de modesto, é um verdadeiro vinho virtual. E não o provei, bebi-o devagarinho. A este respeito, cumpre dizer que viveu três dias, sempre de volta à porta do frigorífico uma vez terminada a refeição.
E agora aquela palermice que aqui traz muitos de vós, a prova, o que tal me pareceu. Acerca dessa, cada vez menos a dizer. Se falta vocação ou apenas paciência, o tempo o dirá. Mas cada vez mais me convenço de que não há floreado que iguale aquelas notitas simples, em bruto, tiradas no momento, quando ainda o faço. Já não me lembro da última vez que me deixei ficar a analisar um vinho, de papel e caneta, enquanto a comida arrefecia. Para quê?
Copy/paste, então, curto e grosso. Apesar da valente baforada de especiaria picante que se liberta do seu núcleo bem maduro, de fruta preta e doce, na boca, no máximo, será mediano. Falta-lhe qualquer coisa, mas é difícil dizer o quê. E se de forma alguma é um retrato típico da casta, também não creio que engane, nem mesmo às cegas.
7€.
15
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Sebadoh — Harmacy
O álbum é de 1996 e por isso podia perfeitamente ter feito parte dos meus early teens, mas tal nunca chegou a acontecer.Se bem em recordo, foi MA, o indie kid da minha pandilha do xadrez, e mais tarde dos computadores, do IRC e dos blogues, quem mo deu a conhecer, bem como tantos outros.
Agora, todo este tempo depois, ando a ouvi-lo outra vez. É um belo conjunto de musiquinhas do dia-a-dia, mais ou menos disfarçadas. Esta Beauty of the Ride ilustra bem o que quero dizer.
Silence's like disease, but I dare not say it hurts / 'Cause if I honestly react, nothing's ever gonna work / All this tension back and forth, it's just the beauty of the ride / So let it build, let it explode, leaving blood and shattered bone / Or bite your tongue 'til you've forgotten what to say / And take another step back until you find you've walked away.
Do mesmo Lou Barlow que está por detrás deste álbum, um dia deixei aqui isto.
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