quarta-feira, 23 de julho de 2014

Marston's - Strong Pale Ale

English strong ale produzida por Marston's PLC.

Bebida bem fresca de uma taça de Duvel, mostrou-se grande e forte, com notas de lúpulo e álcool (6,2%) bem presentes. Não obstante a doçura desacertada e a capa algo fugaz, não pude deixar de reparar (e gostar) do aconchego que trouxe ao frescor da noite.

Winter warmer sem especiaria, é uma curiosidade que vale a pena conhecer. Acompanhou arroz de javali com chouriço de Barrancos. 2,50€/50cl.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Castelo Rodrigo — Touriga Nacional '2010

Não obstante estar a publicar os posts em diferido, tenho procurado manter uma certa verdade cronológica nos vinhos, nos jogos, no ocasional apontamento sobre a vida. Julgo que isto aconteça em consequência de uma predisposição de que recentemente me apercebi, e que antes não me era natural, com certeza, de levar o caderno das provas a eito quando, de semana a semana ou mais, em vez de um jogo de scrabble no telemóvel ou outra coisa qualquer, venho ver o blog.

Bebi este vinho há tempos, mais ou menos na data a que está vinculado o post. É um monocasta Touriga Nacional da Coop. de Figueira de Castelo Rodrigo, garrafa nº 8175 de 29630 produzidas. Com quase quatro anos, está um tinto maduro. Ainda se bebe bem, mas já lhe falta o brilho que tinha quando o conheci. E em contrapartida, nada. Fruta negra ao sol, apenas, foi o que lhe encontrei. Tenho tido melhores experiências com vinhos desta casa.

5€.

14,5

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Milflores '2013 (Branco)

Peso-médio de muito boa presença na boca, fresco, firme, essencialmente floral e (já cá faltava) mineral. Conta coisas sobre a terra às vezes fria de onde vem.

E tem uma imagem porreira, tanto que podia ser (mas não é) uma invenção de marketing.

Na mesma manhã, gostei mais dele com salmão fumado que com um patê do mesmo.

Riojano jovem, engarrafado sem estágio, este vinho foi produzido a partir da casta Viura pelas Bodegas Palacio, de Laguardia, Álava.


5€.

15,5

domingo, 22 de junho de 2014

Adega Cooperativa de Borba — Reserva '2011

Edição recente do já histórico rótulo de cortiça. Feito com Aragonês, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet de vinhas velhas, foi engarrafado após estágio em barricas de 3º e 4º ano.

A S não gostou. Horrível. Agressivo e vazio, como o PB. Ora, discordo. Aparte o ataque, apesar do corpo a dar para o grande, pareceu-me bastante equilibrado. E vivo, cheio e capitoso.

Ou seja: de alguma forma, consigo valorizar certas coisas que ele mostra como peculiaridades advindas de um carácter forte, coisas pelas quais seria inevitável penalizá-lo se em vez disso preferisse acreditar que constituíam defeito. Que diferença faz um pouco de fé! :)

Encontrei-o mais redondo e guloso ao segundo dia, com passas e chocolate.

9€.

15,5

sábado, 14 de junho de 2014

Justice — †

† lê-se Cross. Cruz.

E parece que a segunda faixa,
D.A.N.C.E.




é inspirada por / dedicada a Michael Jackson.

domingo, 8 de junho de 2014

Casa Santos Lima — Chardonnay '2012

O produtor diz que as uvas que lhe deram origem vieram de uma encosta soalheira de solo muito calcário, com frequentes vestígios de fósseis marinhos. Elaborado pelo processo de bica aberta, foi parcialmente fermentado em carvalho.

Primeiro, e certamente por estar mais frio, mostrou-se (de facto) bem calcário e vegetal, de tal forma que a dada altura parecia apenas trazer pêssegos amarelos, de polpa bem dura, a representar a fruta.

Depois, previsivelmente, foi ficando um pouco mais tropical, apesar de, a meu ver, nunca doce. E da untuosidade suave que é característica dos bons exemplares da casta, com boa vontade, apenas vislumbres.

Será que sobrevalorizo o Chardonnay gordo, com madeira?

3€.

14,5

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Chimay Bleue / Grande Réserve

Escura. Logo depois de vertida, bastou olhar para a capa que se havia formado no copo para perceber estar perante coisa séria.

Espuma espessa, de cor bege, fofa, firme e persistente. O ataque, intenso e vagamente alcoolizado, coisa normal numa cerveja com 9% de volume, encheu-me a boca de caramelo e passas de uva e tâmara, figo e outros que tais. Esta apenas trouxe coisas boas. A bolha ligeira, o sabor rico, o corpo largo e untuoso — tudo coisas de cerveja grande e sem falhas.

Notei que lhe faltava distinção naquele amargor característico do lúpulo e que por norma me cai bem, certamente por opção de estilo, e que, pelo menos desta vez, não terá feito grande falta.

Muito complexa, ainda parecia longe da morte quando acabei a garrafa, uma boa hora e meia depois de a ter aberto, e sempre sem rolha. 9€/75cl.

domingo, 25 de maio de 2014

Vitalic — Rave Age

Vitalic, nascido Pascal Arbez, em 1976, é um francês que ganha a vida como compositor, DJ e produtor musical. Lançado em 2012, este é o seu álbum mais recente.

Foi o disco que mais nos acompanhou nas últimas férias. Os passeios pelas entranhas do nosso adorado interior norte. São coisas que não vale a pena relatar, antes guardar na memória, sem demasiado empenho.



Durante um desses passeios, a dada altura, fim de tarde, estava já escuro, observa a S que se houvesse uma rave de Boos, de certeza que era assim.