sábado, 3 de janeiro de 2015

Green Velvet (1)


Good evening, parents. Tonight, I'm going to take you on a tour of Club Bad, where all the bad kiddies go, to try to leave their bodies, by various means of methods, anything necessary, some things that you won't quite be accustomed to.

So I've equipped each and everyone of you with your own individual camera, so that you could take pictures of these bad little kiddies doing bad little things, for tomorrow's paper. So that will be 15 dollars, and prepare to enter Club Bad.

Wouldn't you know it, not here more than thirty seconds and already I see a bad little kid doin' bad little things. He is sucking on a balloon. Now, this is not an ordinary balloon, parents, it's a balloon filled with the gas called nitrous oxide, laughing gas, he he he he, ha ha ha ha, but this is no laughing matter. Camera's ready, prepare the flash.

Now overhere we have little Johnny and Miss Sue, smokin' on a joint. This is not the thing to do, I think that we have to take pictures of these two. Camera's ready, prepare the flash

Now overhere we have some naughty naughty kids, they brought in their own liquor to the party. Now we cannot have that, now parents, can we? Six packs and pipes, I think not. So,
camera's ready, prepare the flash.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Quinta da Cassa — Reserva '2009

Domingo passado, levei um frango do campo ao forno, dentro de um pyrex, com bastante azeite, alho e limão.

Acompanhou uma garrafa deste Douro extraído, cheio de frutos negros, sobremaduros, a sugerir origem quente, junto com tabaco e os fumados e tostados com que o estágio em barrica (18 meses em carvalho francês de segundo e terceiro vinhos) o marcou. Tem taninos algo terrosos e não obstante a acidez presente, subsiste algum calor, a par de um ligeiro amargo que não deixa de se notar no fim de boca.

Posto isto, e embora se me tenha afigurado, sem qualquer dificuldade, como vinho honesto e bem feito, não entusiasmou. Talvez não seja culpa dele: apesar do frio dos últimos tempos e dos comeres ricos em estrutura e gordura com que por vezes o tentamos afastar, noto que tenho andado a preferir, por sistema, vinhos mais frescos e ligeiros. O produtor tem presença na internet.

6€.

15,5

sábado, 20 de dezembro de 2014

Adega de Monção — Deu-la-Deu — Grande Escolha '2010

Gordinho e macio, com foco nas notas de pêssego e outros frutos de caroço, maduros, de polpa amarela, temperados com toque de baunilha, este é o irmão maior do Deu-la-Deu da Adega Cooperativa Regional de Monção, possivelmente o nosso Alvarinho mais conhecido.

E se o jovem, chamemos-lhe assim, é uma referência popular graças ao estilo e qualidade consistentes, sempre com muito boa relação custo/benefício, este, que foi pensado para lhe ser superior, note-se a escolha das uvas de cepas mais antigas, a bâtonnage, o controlo de qualidade mais apertado, auxiliado por uma produção menor, etc., não obstante ser um muito bom vinho, acabará por não se conseguir destacar no ultra-competitivo segmento de mercado onde se insere.

10€.

16

domingo, 14 de dezembro de 2014

Às vezes lembro-me de vir aqui, mas acabo por não o fazer. A apatia, reflexo de uma mais abrangente falta de vontade de comunicar com o mundo. O quotidiano, cansativo, cheio de coisas feias. E chegado a casa, a anulação da pouca iniciativa remanescente, o donk na cabeça que abranda e confunde. Jorge, traz-me a água e o tablet. Anuo. Na cozinha, a garrafa de água. Aproveito para trazer chocolate, apetece. Regresso à sala. Jorge, o tablet. E eu já nem penso "outra vez" enquanto procuro. Faço e pronto, é mais confortável assim. Mas um dia esta fase vai acabar, ou pelo menos sofrer algum tipo de interrupção, como sempre aconteceu, e é possível que estas escritas retomem alguma da sua antiga vitalidade.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Adega de Penalva — Touriga Nacional '2008

Nem sempre foi assim, mas agora acredito que quanto mais específica a nota de prova, menos útil. Por honesta que seja a intenção, a volatilidade da experiência sensorial e a barreira da linguagem não perdoam. Tanto o vinho como quem o bebe mudam com o tempo e outras circunstâncias. Então, anotar apenas os traços gerais do carácter de um vinho não se limita a ser mais fácil, mas também mais seguro. Que maravilha, a forma mais fácil de fazer algo ser também a mais útil e a mais correcta! Merecerá a experiência.

O vinho de hoje, topo de gama de uma cooperativa do Dão, puro Touriga Nacional com um ano de estágio em barrica. Escuro, robusto, carnudo, tem acidez e densidade suficientes para acompanhar qualquer prato, mesmo daqueles vis, de engorda. A fruta vem com mais garra que brilho, talvez por isso tenham sido outras coisas que mostrou a apelar-me: menta  bergamota  alcaçuz  louro  zimbro  sabão de Marselha. A rever daqui a dois anos, se se proporcionar. No fim, a ideia de que o que queria dizer estar presente, mas não se parecer mesmo nada com o esperado. Talvez esse seja outro problema, esperar coisas à partida para uma experiência.

8€.

16

domingo, 30 de novembro de 2014

Casa de Santar — Reserva '2011 (Branco)

Com origem nas castas Encruzado, Cerceal e Bical, fermentou em barricas de carvalho francês.

Fresco, trouxe consigo flores silvestres, frutos de polpa branca e notas de barrica que me pareceram bastante interessantes, umas vezes a fazer lembrar tostados, outras, madeiras perfumadas, exóticas.

De toda uma presença bem precisa e equilibrada, a que algo mais de brilho ou complexidade tornaria justamente elegante, foi o toque na boca, a textura, a untuosidade, discreta mas muito agradável, que me prendeu mais a atenção.

Mas o haxixe cria o exagero não apenas do indivíduo, mas também da circunstância e do meio, há observações que se devem tomar com um grão de sal. Enfim, talvez ainda valha a pena dar aos exemplares por abrir mais algum tempo de guarda.

10€.

16

domingo, 16 de novembro de 2014

Frei João — Reserva '2011 (Branco)

O sítio do produtor na internet diz que foi feito a partir das castas Bical, Cerceal e Maria Gomes; o contra-rótulo junta-lhes 25% de Chardonnay.

Ora, pude bebê-lo com toda a calma, e embora tenha ficado com essa ideia, não consigo dizer com certeza se levou, ou não, Chardonnay. Que vergonha.

Mas de que está um vinho muito mineral e fresco, persistentemente limonado, não tenho dúvidas. Animal de força considerável, pese que não seja gordo, recordou-me, por momentos, este Luís Pato VV, pesem as devidas diferenças, que são muitas e entre as quais se conta ter passado por madeira.

7€.

16

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Domingos Soares Franco, Colecção Privada — Moscatel Roxo '2013

Flores e líchias no nariz, arranjo alegre. Na boca, toque macio e sabores secos, sem qualquer austeridade. Este último que bebi pareceu-me tão jovial quanto, creio, tal seja possível num vinho sério.

Não é um rosé como a maioria dos outros que conheci, não parece tinto desnaturado em doce. Tem coisas de branco vistoso. Bem sei que já escrevi algo do género a respeito de um antecessor seu, mas é assim mesmo que entendo estes vinhos, que são deliciosos e não têm diferido muito de colheita para colheita.

Ainda jovem — e não existirá qualquer vantagem em deixá-lo envelhecer — ligou bastante bem com sanduíches de salmão fumado e queijo creme.

PVP recomendado: 9,90€.

16,5

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quinta do Vallado — Tawny 10 Anos

É macio, delicado, tem sabor vivo e cheira muito bem. Mostra mais nozes que passas, ou melhor, fruta seca, e caramelo e bolo inglês também. Escrever sobre Porto, sobretudo tawny, é complicado, pelo menos para mim. Apesar das diferenças de estilo, a origem e método de preparação levam a que, de nariz mais ou menos alcoolizado, todos cheirem a passas e frutos secos. Então os descritores, os nomes, perdem ainda mais significado. O facto de uma nota de prova servir para pouco mais que ajudar a associar determinado vinho a um estilo, para além de transmitir se o provador gostou, torna-se evidente. Então, mesmo para algo tão simples como aferir se um determinado tawny é bom, só a experiência. É preciso conhecer estes vinhos, experimentar vários, muitos, e ir pensando em porque é que os preferidos o são. Ora, considerando os que conheço, este pareceu-me dos bons.

Acompanhou fatias de uma trança que fizemos cá em casa, para comer com manteiga, que leva 500g de farinha T65 e 250ml de leite morno, 80ml de óleo, 85g de açúcar amarelo, 2 colheres, das de sopa, de mel, igual quantidade de boa aguardente vínica, 1 colher, de sopa, de canela, a raspa de uma laranja ou limão, 2/3 de colher, de chá, de sal e 12g de fermento de padeiro, fresco. Mistura-se tudo na máquina de fazer pão, pela ordem habitual. Dá-se à massa resultante a forma de uma trança e deixa-se crescer mais um pouco, mais ou menos 40 minutos, no forno, a 60ºC ou menos. Por fim, põe-se açúcar amarelo nas reentrâncias da trança, junto com umas nozes de manteiga, e leva-se ao forno, previamente aquecido a 200ºC, meia hora.

15€.

16,5

domingo, 19 de outubro de 2014

Marqués de Riscal — Limousin '2011

Este Verdejo de Rueda, de cepas com mais de 40 anos, plantadas em altitude, fermentou e estagiou sur lie, durante seis meses, em barricas de Allier.

Foi transferido para um decantador antes trazido para a mesa, coisa ainda um pouco unusual em brancos, que no entanto costuma resultar bem com vinhos mais encorpados, capazes de envelhecer em garrafa. Abrem, ficam mais expressivos, e muitas vezes, mais limpos também.

No nariz, primeiro madeira, muito perfumada, a fazer lembrar cedro, baunilha, resinas, café e frutos secos. Depois maracujá e ervas aromáticas, pedra, humidade, mais café, mais baunilha, um certo fundo apimentado que se percebe melhor depois de levado o vinho à boca.

É um branco grande, com 14% de teor alcoólico e estrutura a condizer, que surpreende de tão fresco. Acompanhou chao nian gao preparado mais ou menos assim, modesta comemoração doméstica justificada pelo facto de termos descoberto uma mercearia chinesa nova a funcionar na baixa.

12€.

17