Produzido por um dos nomes mais sonantes da região, a CVNE, Compañía Vinícola del Norte de España, criada na localidade de Haro, em 1879, e ainda hoje nas mãos de descendentes dos fundadores, é um Rioja de estilo mais clássico que moderno. Ou seja: apesar de ser mais frutado, redondo e carnudo, e apesar de não ter qualquer vestígio do toque oxidativo que marca os clássicos dos clássicos da Rioja Alta, como este, por exemplo, é um vinho clássico dentro do registo da Rioja Alavesa, também ele orientado para a elegância e capaz de evoluir favoravelmente por longo tempo, pelo menos nas boas colheitas.Feito com 90% de Tempranillo e 10% de uma mistura de Garnacha, Mazuela e Graciano, fermentou em inox e, após a maloláctica, foi transferido para barricas de carvalho, "principalmente americano", para usar as palavras do produtor, onde permaneceu 14 meses. De vários anteriormente provados, parece que aqui registei umas quantas impressões a respeito do de 2008.
Directamente do bloco de notas do telemóvel, aí fica que tal me pareceu. "Cereja. Pele, coco, especiarias. Viçoso. Intenso, de passagem macia e prolongada. Fresco, amplo, equilibrado e bastante longo. Macio, mas... Não sendo extraordinariamente complexo, encontro-o sempre cativante".
Para terminar, a nota, quiçá escusada, de que é um vinho de perfil muito bem definido, que não tem mudado muito de colheita para colheita, pelo menos na última década. E um valor sempre mais que seguro.
7€
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